ECONOMIA


93% das empresas se preocupam com permanência de funcionários

Segundo relatório realizado pelo LinkedIn, pandemia de Covid-19 desencadeou fenômeno global de demissões e reestruturações no mercado de trabalho

Foto: Freepik

 

Segundo o Relatório de Aprendizagem no Local de Trabalho do LinkedIn, 93% das organizações admitem a preocupação em manter suas equipes. Com a rotatividade voluntária em alta e a escassez de mão de obra técnica, os departamentos de Recursos Humanos foram forçados a recalibrar suas estratégias.

A capacidade de reter talentos (que consiste na habilidade de uma organização em manter seus colaboradores mais experientes e técnicos, evitando que migrem para a concorrência) deixou de ser uma métrica secundária de RH para se tornar um pilar estratégico.

Especialistas apontam que a permanência dos profissionais é o que garante três fatores vitais para qualquer marca:

Estabilidade do ambiente: Equipes integradas sofrem menos com quebras de ritmo.

Continuidade operacional: Projetos de longo prazo não são interrompidos pela saída de peças cruciais.

Poder de inovação: O conhecimento acumulado dentro de casa acelera a criação de novas soluções.

Essa mobilização em massa das empresas é um reflexo direto dos últimos anos. A pandemia de Covid-19 acelerou a transição tecnológica, mas também desencadeou um fenômeno global de demissões e reestruturações.

Diante de incertezas econômicas e da rápida transição para o trabalho remoto ou híbrido, muitos trabalhadores reavaliaram suas prioridades de vida e carreira. Essa quebra de expectativas resultou em ondas de pedidos de demissão em diversos setores da economia.

As empresas se viram forçadas a operar com quadros reduzidos enquanto enfrentavam um mercado altamente competitivo por competências digitais e técnicas.

Diante de um mercado cada vez mais competitivo, a gestão de benefícios se destaca como uma estratégia para atrair e reter talentos. Segundo estudo da Caju, as categorias alimentares lideram o uso de benefícios, com mais de 57 milhões de transações.

Além disso, quase 30% das empresas já adotam saldos multiuso para ampliar a autonomia dos colaboradores. Essa flexibilidade permite que cada profissional utilize os recursos conforme suas necessidades.

Ao analisar os cinco principais motivos que fazem os colaboradores buscarem um novo emprego, o relatório identificou que três deles estão diretamente associados à vontade de desenvolver e aprimorar novas competências.

A regra do mercado pós-pandemia é clara: reter talentos exige menos rigidez e muito mais investimento no capital humano. As empresas que vencerão a guerra pelos melhores profissionais não serão aquelas que pagam mais, mas as que oferecem mais liberdade e ensinam mais.