ECONOMIA


Eliminações do Brasil e México da Copa podem frustrar vendas de cerveja

Saída precoce da Seleção Brasileira deve causar mais dano às vendas do que saída do México, afirmam analistas

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

A saída do Brasil e do México da Copa do Mundo pode frustrar as projeções de vendas de cerveja no terceiro trimestre, segundo um relatório do Morgan Stanley divulgado nesta segunda.

Ainda que a Copa continue, as derrotas dos países que estão entre os maiores consumidores da bebida no mundo provavelmente levarão a um consumo menor do que o esperado se ambos os times tivessem avançado para as fases seguintes da competição.

A Ambev, subsidiária da América Latina da AB InBev, gigante cervejeira da Bélgica, é a mais exposta a esse risco, afirmam os analistas. As ações caíram mais de 3% no pregão da Bolsa brasileira às 14h30, e os papéis fecharam em queda de 4% em Bruxelas. Nos Estados Unidos, a Constellation Brands, que distribui as marcas Corona e Modelo no país, caiu 6%.

A Heineken, que também tem exposição “significativa” aos mercados brasileiro e mexicano, caiu 1,4% no pregão de Amsterdã. “Acreditamos que a concentração do aumento no volume de cerveja provém de jogos que avançam para as fases finais dos torneios”, afirmam os analistas do Morgan Stanley.

O Brasil amargou uma derrota para a Noruega e, assim, enfileira o maior jejum de títulos em Copa do Mundo na história. A seleção pentacampeã não conseguiu chegar às quartas de final pela primeira vez desde 1990 e a eliminação precoce da seleção provavelmente vai ser mais danosa às vendas de cerveja do que a saída do México, afirmam os analistas.

Esse resultado é justificado por um maior mercado de consumidores e o sonho pelo Hexa, mais mobilizante do que as expectativas dos torcedores mexicanos, que nunca viram o El Tri levantar a taça da Fifa.