JUSTIÇA


Moraes determina que PF colha depoimento de Flávio em investigação por calúnia contra Lula

Senador terá dez dias para prestar esclarecimentos

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (7) que a Polícia Federal (PF) colha o depoimento do senador Flávio Bolsonaro (PL) no inquérito em que ele é investigado por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na decisão, Moraes estabeleceu o prazo de dez dias para que o parlamentar seja ouvido. O ministro acolheu parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que classificou a oitiva como um procedimento de “especial relevância” para o esclarecimento dos fatos.

No mês passado, a Polícia Federal informou, em relatório encaminhado ao STF, que identificou “indícios concretos” de que Flávio Bolsonaro teria praticado o crime de calúnia em publicações feitas na rede social X, em 3 de janeiro. Nas postagens, o senador atribuiu a Lula crimes como tráfico de drogas, apoio a terroristas, fraude eleitoral e lavagem de dinheiro. Em uma das publicações, ele também fez uma associação entre o presidente brasileiro e Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela.

Relator do caso, Moraes já havia autorizado, em abril, a abertura do inquérito para investigar a suposta falsa imputação de crimes ao presidente da República. Na decisão desta terça-feira, o ministro escreveu: “ACOLHO a manifestação da Procuradoria-Geral da República e DETERMINO O RETORNO DOS AUTOS à Polícia Federal para que proceda à oitiva do investigado, no prazo máximo de 10 (dez) dias”.

Ao se manifestar no processo, Paulo Gonet informou ao Supremo que somente decidirá sobre a apresentação, ou não, de denúncia contra Flávio Bolsonaro após a realização do depoimento do senador.