JUSTIÇA


Foragido da Operação Compliance Zero é preso em Dubai após ação da PF

Victor Lima Sedlmaier, apontado como integrante do grupo “Os Meninos”, foi detido no aeroporto de Dubai em operação conjunta com a Interpol

Fotos: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil e Assessoria/Banco Master

A Polícia Federal prendeu neste sábado (16), no aeroporto de Dubai, Victor Lima Sedlmaier, um dos foragidos da 6ª fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Segundo a PF, a prisão ocorreu por meio de cooperação internacional entre a Interpol e autoridades policiais de Dubai. Victor deve desembarcar ainda neste sábado no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

De acordo com as investigações, ele integrava o grupo conhecido como “Os Meninos”, apontado como uma estrutura paralela voltada à vigilância clandestina, intimidação e ações executadas por hackers.

Com a captura de Victor Lima, permanecem foragidos o policial federal aposentado Sebastião Monteiro Júnior e David Henrique Alves, identificado pela PF como líder do grupo.

As investigações indicam que a organização reunia pessoas com perfil hacker para executar invasões de sistemas, derrubada de perfis em redes sociais, monitoramento ilegal e possível destruição ou ocultação de provas digitais.

Integrantes investigados pela PF

A Polícia Federal detalhou a atuação dos suspeitos ligados ao núcleo investigado:

* David Henrique Alves: apontado como responsável pelo comando, execução e sustentação tecnológica das operações do grupo.
* Victor Lima Sedlmaier: atuaria como prestador de serviços para David Henrique.
* Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos: citado por Victor como a pessoa que o acompanhou em visita à residência de David.
* Katherine Venâncio Telles: estava no veículo conduzido por David durante o transporte de equipamentos eletrônicos considerados relevantes para a investigação.

Segundo a PF, todos eram coordenados por Felipe Mourão, conhecido como “Sicário”, responsável por executar ordens do núcleo central da organização criminosa.