POLÍTICA


Flávio Bolsonaro promete reduzir ministérios se for eleito presidente: ‘Enxugar a burocracia’

Pré-candidato afirmou que pretende promover uma redução drástica da estrutura do governo

Foto: Reprodução/CNN Brasil

 

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta segunda-feira (1º) que pretende reduzir de forma significativa o número de ministérios caso seja eleito. Segundo ele, o primeiro passo para conter despesas públicas é “dar exemplo”.

Atualmente, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conta com 38 ministérios. Ao comentar a estrutura da administração federal, Flávio declarou: “Tem diversas formas de nós enxugarmos as nossas despesas. Eu acho que é por aí que tem que começar. Hoje o Brasil tem 39 ministérios. Eu tenho certeza de que se o presidente da República fizer uma reunião com todos os seus ministros atuais, ele não vai saber o nome de todos”.

O senador também comparou a proposta com a gestão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Nós já provamos que com a modernização do governo, você consegue enxugar a burocracia e, por consequência, enxugar a despesa”, afirmou, ao citar a redução de cargos comissionados durante o governo anterior.

As declarações foram dadas durante o evento Eloos, promovido pela rádio Itatiaia em parceria com a CNN, em Belo Horizonte. No encontro, voltado ao debate sobre o agronegócio, Flávio também criticou entraves ambientais para a exploração de recursos minerais utilizados na produção de fertilizantes.

Apesar de defender a redução da máquina pública, o senador afirmou que pretende criar uma secretaria nacional voltada à desburocratização de processos relacionados ao setor. Segundo ele, a iniciativa teria como foco “a redução de burocracia, sempre com responsabilidade”.

Flávio também argumentou que o país possui grande potencial mineral, mas enfrenta restrições para explorar esses recursos. “Dentro do Brasil, nós temos a tabela periódica inteira no subsolo, mas, em função dessa visão míope e, mais uma vez, ideológica, em que, na verdade, não há uma proteção ao meio ambiente, há uma degradação do meio ambiente, de forma ilegal, debaixo dos narizes das autoridades e que não são combatidas”, declarou.