POLÍTICA


Bolsonaro tem recuperação limitada no ombro e segue sem liberação para fisioterapia ativa

Relatórios médicos enviados ao STF apontam restrição de movimentos após cirurgia; ex-presidente permanece em prisão domiciliar humanitária

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda não recebeu autorização médica para iniciar a fase ativa da fisioterapia no ombro direito, cerca de quatro semanas após passar por uma cirurgia na região. Relatórios encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que ele apresenta limitação significativa de movimentos, rigidez articular e restrições de mobilidade na área operada.

De acordo com avaliação assinada pelo fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas e pelo ortopedista Alexandre Firmino, Bolsonaro está consciente, orientado e colaborativo durante os atendimentos. Neste momento, foi autorizada apenas uma sessão semanal de fisioterapia, voltada para mobilizações passivas do ombro.

Em relatório separado, o cardiologista Brasil Ramos Caiado informou que o ex-presidente não relatou dores relevantes na região operada, mas segue apresentando episódios de refluxo gastroesofágico e soluços recorrentes. Segundo o médico, foram mantidas medicações específicas e uma dieta com baixo teor de acidez para controle dos sintomas.

Os documentos também apontam que Bolsonaro iniciou exercícios aeróbicos leves e progressivos, mantém a pressão arterial controlada e continua apresentando instabilidade crônica de equilíbrio, o que levou à adoção de medidas preventivas para reduzir o risco de quedas.

Condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde março deste ano, após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana. Antes disso, estava detido em uma unidade da Polícia Militar do Distrito Federal.