JUSTIÇA


Trump estuda impor novas sanções a Alexandre de Moraes, diz jornal inglês

Segundo Financial Times, discussão ganhou força após magistrado autorizar medidas contra informantes de jornalista

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

 

O governo dos Estados Unidos voltou a estudar a aplicação de novas sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o magistrado autorizar operações de busca e apreensão contra informantes do jornalista Luís Pablo, do Maranhão. As informações são do jornal inglês Financial Times e da Folha de S. Paulo.

As medidas determinadas por Moraes ocorreram após o jornalista publicar textos sobre o ministro Flávio Dino, também integrante do STF. Segundo o Financial Times, o caso chamou a atenção do governo americano por envolver uma discussão sobre liberdade de imprensa no Brasil.

Nos últimos meses, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de seu filho, Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, já vinham pressionando integrantes do governo americano pela retomada das sanções contra Moraes. Entre os defensores da medida estão o empresário Paulo Figueiredo e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que mantêm interlocução com integrantes da administração Trump.

Se confirmadas, as novas medidas abririam mais uma frente de tensão nas relações entre Brasil e Estados Unidos.

Moraes e sua mulher, Viviane Barci, já foram alvos de sanções americanas. Em julho do ano passado, o governo Trump enquadrou o ministro na Lei Magnitsky, que prevê restrições a pessoas acusadas de graves violações de direitos humanos.

Na ocasião, o governo americano alegou que Moraes havia cometido “graves abusos de direitos humanos” como relator do processo que investigou a trama golpista após as eleições de 2022, que resultou na condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

As sanções incluíam a proibição de entrada nos Estados Unidos, o congelamento de bens no país e o bloqueio de transações comerciais e financeiras entre pessoas ou empresas americanas e os alvos da medida.

As restrições foram retiradas em dezembro do ano passado. Na ocasião, Moraes agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo empenho na derrubada das medidas.