ECONOMIA


FIEB cria comitê para fortalecer setor químico e petroquímico da Bahia

Nova instância reúne entidades e grandes indústrias para discutir competitividade, transição energética e políticas públicas em um setor que responde por 35% da produção petroquímica do país

Foto: Assessoria/Fieb

 

A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) lançou nesta quarta-feira (5) o Comitê das Cadeias Química e Petroquímica (CCQP).

A organização reúne representantes da cadeia produtiva para discutir temas estratégicos e construir propostas voltadas ao fortalecimento da competitividade de um dos setores mais relevantes para a economia baiana e brasileira.

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Química, a Bahia é o principal produtor petroquímico do Brasil, respondendo por 35% da produção nacional. O setor representa 22% do Produto Interno Bruto (PIB) da indústria de transformação do estado.

Fazem parte da CCQP Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim); o Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic); o Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos Para Fins Industriais, Petroquímicas e de Resinas Sintéticas de Camaçari, Candeias e Dias D´Ávila (SINPEQ); e o Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos Para Fins Industriais e de Produtos Farmacêuticos do Estado da Bahia (QUIMBAHIA).

Também participam as empresas Acelen, Bahiagás, Basf, Braskem, Cetrel, Copenor, Dow, Elekeiroz, Moeve, Petrobras, Proquigel/Unigel, Tronox, Unipar e Inoquímica.

“O Comitê representa um dos setores mais importantes da indústria baiana, que tem muitos pontos que podem ser tratados de forma transversal, pois interessam a todas as empresas da cadeia. Nossa expectativa é que ele possa fortalecer o setor”, afirmou Carlos Henrique Passos, presidente da FIEB durante o evento de instalação do CCQP.

“O trabalho do comitê será de extrema importância no debate de soluções na busca de matéria-prima competitiva, sustentabilidade e transição energética, além de políticas públicas. Temos o maior complexo industrial integrado do Hemisfério Sul. Precisamos buscar soluções para recuperar a competitividade do setor e voltar a adensar a cadeia produtiva baiana, não apenas atraindo novas indústrias, mas assegurando a preservação das empresas já existentes no estado”, destacou Carlos Alfano, diretor Industrial da Braskem na Bahia e presidente do CCQP.