ECONOMIA


Reserva de emergência não dura seis meses para 43% dos brasileiros, aponta levantamento

Apesar de 69% afirmarem ter dinheiro guardado, quase um terço da população não possui nenhuma reserva financeira para imprevistos

Foto: Reprodução/Ilustrativo

 

A reserva de emergência de 43% dos brasileiros não seria suficiente para mantê-los por mais de seis meses sem renda, segundo dados do Raio X do Investidor Brasileiro 2025, realizado pela Anbima em parceria com o Datafolha. O levantamento mostra ainda que 31% da população não possui qualquer valor guardado para situações imprevistas, enquanto 69% afirmam ter algum recurso reservado.

Para o líder da XP na Bahia, Rodrigo Icó, o cenário revela uma sensação de segurança limitada. Segundo ele, muitas famílias até conseguem guardar dinheiro, mas sem planejamento ou estratégia adequada. O especialista afirma que o ideal é acumular uma reserva capaz de cobrir pelo menos seis meses das despesas e recomenda aplicações de baixo risco e liquidez diária, como Tesouro Selic e CDBs.

Icó também alerta para erros comuns, como manter toda a reserva na poupança, misturar recursos de emergência com investimentos de maior risco ou não separar objetivos de curto e longo prazo. “Boa parte da população acredita que está preparada, mas na primeira dificuldade precisa recorrer a empréstimos ou crédito não planejado”, afirma.

O especialista defende ainda a importância de aportes regulares, diversificação compatível com o perfil do investidor e revisão periódica da carteira. “Hoje, mais importante do que guardar dinheiro é saber investir da melhor forma. Quem aprende isso consegue atravessar momentos difíceis com muito mais tranquilidade”, disse.