ECONOMIA


Queda no preço do tomate ajuda a reduzir cesta básica em Salvador em 6,08% em julho

Produto teve redução de 41,36% no mês e foi o principal responsável pela queda no valor do conjunto de alimentos

Foto: Vitor Vasconcelos / Secom-PR

 

O preço do tomate foi o principal responsável pela redução do custo da cesta básica em Salvador no mês de julho. O produto registrou queda de 41,36% no período e contribuiu para que o conjunto de alimentos passasse a custar R$ 612,18, uma redução de R$ 39,60 em relação ao valor registrado em junho.

Segundo dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), a cesta básica ficou 6,08% mais barata na capital baiana em comparação com o mês anterior. O levantamento foi realizado com base em 3.307 cotações feitas em 89 estabelecimentos comerciais de Salvador.

Além do tomate, outros produtos também tiveram redução significativa nos preços em julho. Entre eles estão a batata inglesa, com queda de 31,75%; a cenoura, que ficou 25,07% mais barata; o queijo prato (-12,19%); os ovos (-9,19%); a maçã (-8,46%); o flocão de milho (-7,73%); o queijo muçarela (-5,83%) e o óleo de soja (-5,40%).

Dos 25 itens que compõem a cesta básica de Salvador, 16 apresentaram redução de preços no período. Também registraram queda produtos como banana-prata, café moído, manteiga, macarrão, frango, carne de sertão e arroz. Já o feijão manteve o mesmo valor do mês anterior.

Na contramão, oito alimentos tiveram aumento de preço em julho. A maior alta foi da cebola, com avanço de 11,43%, seguida pelo pão francês (5,39%), linguiça calabresa (4,15%), leite (1,81%), açúcar cristal (1,78%), carne de segunda (1,02%), farinha de mandioca (0,99%) e carne de primeira (0,66%).

Almoço ficou mais barato; café da manhã teve alta

O grupo de alimentos que compõe o almoço tradicional dos soteropolitanos, formado por feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola, registrou queda de 7,47% em julho e passou a representar 37,67% do valor total da cesta básica.

Já os produtos consumidos no café da manhã seguiram em movimento contrário. O conjunto formado por café, leite, açúcar, pão francês, manteiga, queijos e flocão de milho teve alta de 0,87% no período e correspondeu a 34,16% do custo total da cesta.