ECONOMIA


Economia brasileira deve crescer 1,8% em 2026, aponta estudo

Segundo relatório, atividade econômica continua apoiada pelo consumo das famílias e pela resiliência do mercado de trabalho

Foto: Divulgação/SetreBA

 

A economia brasileira deve crescer 1,8% em 2026 e repetir esse ritmo em 2027, segundo o relatório ‘Panorama Econômico e Setorial 2026: Perspectivas para o Segundo Semestre’, elaborado pela Mapfre Economics, divisão de estudos do grupo segurador Mapfre.

A avaliação é de que o país atravessa uma fase de desaceleração gradual, depois de um ciclo de expansão acima do esperado, em um ambiente ainda marcado por inflação resistente, política monetária cautelosa e incertezas fiscais.

De acordo com o estudo, a atividade econômica continua apoiada pelo consumo das famílias e pela resiliência do mercado de trabalho, fatores que ajudam a sustentar o crescimento mesmo em um cenário de condições financeiras restritivas.

Ao mesmo tempo, o ritmo dos investimentos perde força, refletindo o elevado custo do crédito e um ambiente de negócios mais conservador diante das incertezas internas e externas.

Na avaliação dos economistas da instituição, a trajetória da economia brasileira dependerá, nos próximos trimestres, do equilíbrio entre a continuidade da demanda doméstica e fatores que tendem a restringir a atividade. A Mapfre Economics observa que a inflação segue acima da meta perseguida pelo Banco Central.

O relatório também apresenta um cenário alternativo de maior estresse. Nessa hipótese, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro seria de 1,6% em 2026 e de 1,4% em 2027, caso se intensifiquem riscos como uma desaceleração mais forte da economia global, aumento do custo de financiamento ou novos episódios de instabilidade geopolítica.

Entre os fatores que podem favorecer um desempenho superior ao projetado estão o avanço de reformas estruturais, uma redução mais consistente da inflação e a melhora das condições financeiras, na avaliação da instituição.