POLÍTICA


PT deve ‘assumir responsabilidade’ por violência na Bahia, diz Alden

Deputado acusou grupo de “terceirizar suas responsabilidades, transferir culpa e tentar convencer a população com narrativas que não resistem aos fatos"

Foto: Assessoria/Capitão Alden

 

Em entrevista ao MundoBA nesta terça-feira (14), o deputado federal Alden José Lázaro da Silva (PL-BA), mais conhecido como “Capitão Alden”, reforçou suas críticas à atuação da gestão petista na segurança pública baiana. 

Ao responder à declaração do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que afirmou que o governo de Jair Bolsonaro não investiu na segurança, o deputado acusou o PT de “terceirizar suas responsabilidades, transferir a culpa e tentar convencer a população com narrativas que não resistem aos fatos”. 

O parlamentar e policial militar responsabilizou o partido pelos altos índices de violência registrados no estado, apontando a continuidade do grupo no poder como a causa principal por trás dos dados negativos.

“Após quase 20 anos de governos petistas na Bahia, o estado acumula mais de 100 mil assassinatos, conforme os próprios dados da Secretaria da Segurança Pública da Bahia. Esse é o resultado concreto de uma política de segurança que fracassou e insiste em buscar culpados externos em vez de assumir suas responsabilidades”, apontou.

Alden ainda rebateu o argumento de que a política de flexibilização do acesso a armas, defendida pelo governo Bolsonaro, contribuiu para “aumentar o clima de violência” no país. “Os dados que obtive junto à Polícia Federal e ao Exército Brasileiro apontam em outra direção. Solicitei informações oficiais sobre o número de armas registradas e a quantidade de armas roubadas, furtadas ou extraviadas e as respostas demonstram que o percentual de armas nessa situação é extremamente reduzido”, relatou. 

“Esses dados não corroboram a tese de que o aumento do número de armas legalmente registradas tenha sido o fator responsável pelo avanço da violência”, completou.

Por fim, o parlamentar ressaltou a importância da adoção de medidas baseadas em dados concretos e a responsabilização da gestão estadual. “Em vez de recorrer a discursos prontos, é preciso enfrentar a realidade com base em evidências e assumir a responsabilidade pelos resultados da segurança pública na Bahia”, concluiu.