POLÍTICA


Janja diz prestar ‘total solidariedade’ a Michelle e Damares por ofensas machistas

Para a primeira-dama, mulheres vítimas de agressões não devem ficar sem apoio, independentemente de posicionamentos políticos

Fotomontagem: Ricardo Stuckert/PR; Instagram/Assembleia de Deus de Brasilia; Saulo Cruz/AgênciaSenado

 

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, afirmou prestar “total solidariedade” à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e à senadora Damares Alves (Republicanos-DF) após ambas relatarem ataques de cunho machista. A declaração foi dada em entrevista ao programa Frente a Frente, do Canal UOL.

Segundo Janja, mulheres vítimas de agressões não devem ficar sem apoio, independentemente de posicionamentos políticos.

“Total solidariedade a elas. Eu acho que qualquer mulher agredida, a gente não pode soltar a mão. Não importa qual é o campo ideológico dela.”

A primeira-dama também afirmou que a violência contra a mulher e a misoginia atingem mulheres de diferentes correntes políticas.

“A questão da violência contra a mulher, a misoginia, ela não tem lado. Ela não tem direita nem esquerda, conservadora ou progressista. É uma onda que vem de todos os lados e atinge a todas nós igualmente. É importante que seja dito.”

Em discurso no Senado, Damares afirmou que mulheres de direita, especialmente Michelle Bolsonaro, têm sido alvo de ataques. Conforme a senadora, até a filha da ex-primeira-dama foi alvo de ofensas.

As críticas ocorreram após Michelle tornar público o desentendimento com o enteado, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em vídeo publicado nas redes sociais em 24 de junho, ela afirmou ter sido “humilhada” e “maltratada” por Flávio.

O senador pediu desculpas, mas novos episódios públicos mantiveram o desgaste. Na quinta-feira (9), Flávio divulgou uma carta manuscrita do ex-presidente Jair Bolsonaro em apoio à sua candidatura, o que levou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, a proibir por 90 dias as visitas do senador ao pai.

Damares também disse ter sido chamada de “leviana” e “vagabunda” e relatou ataques à sua honra.

Apesar da solidariedade, Janja fez uma ressalva às duas.

“Acho que é importante que elas tenham entendido que nada do que a gente fala é mimimi.”