BAHIA


Governo Federal decreta estado de emergência em trecho da BR-324 após cratera em Simões Filho

Medida foi publicada no Diário Oficial da União e permite intervenções imediatas na rodovia

Foto: Reprodução/PRF

 

O Governo Federal, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), decretou estado de emergência em um trecho da BR-324, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (14), uma semana após o surgimento de crateras na rodovia.

De acordo com o DNIT, a medida foi adotada diante da necessidade de intervenções imediatas para garantir a segurança dos motoristas. O órgão informou que a pista apresenta um “recalque decorrente do processo erosivo”, comprometendo a estrutura da plataforma da rodovia.

Segundo o decreto, o problema é resultado de um processo erosivo sobre uma obra de drenagem transversal, com evolução progressiva para as duas pistas de rolamento.

“A medida considera a necessidade urgente de ações por parte do DNIT para garantir a segurança dos usuários da referida rodovia, devido a acentuado recalque da plataforma rodoviária decorrente de processo erosivo sobre obra de arte corrente de drenagem transversal, com evolução progressiva para ambas as pistas de rolamento”, diz o documento.

A interdição parcial da BR-324 completou uma semana e ainda não há previsão para a liberação total do trecho. As faixas da esquerda permanecem interditadas nos dois sentidos da rodovia, tanto para Salvador quanto para Feira de Santana. Com isso, o tráfego segue sendo realizado apenas pelas faixas da direita.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), as obras de recuperação do pavimento continuam sendo executadas no local. Apesar das restrições, o órgão informou que o fluxo de veículos tem ocorrido com boa fluidez e sem registro de congestionamentos no momento.

Desde o surgimento das primeiras rachaduras e buracos, no entanto, motoristas enfrentaram longos transtornos. Nos dias mais críticos, foram registrados congestionamentos de até sete quilômetros e cerca de 30 minutos de retenção.

Inicialmente, apenas uma faixa havia sido interditada. Após uma nova avaliação técnica, porém, o bloqueio foi ampliado para permitir o avanço das obras emergenciais executadas pelo DNIT.

Na quarta-feira (8), um dia após o início do problema, o tráfego chegou a ser totalmente restabelecido. Entretanto, o aparecimento de novas rachaduras e buracos no pavimento obrigou a interdição do trecho novamente, situação que permanece até esta terça-feira (14).