POLÍTICA


PGR defende aguardar investigação sobre arma de Bolsonaro antes de avaliar prisão domiciliar

Paulo Gonet afirma que caso ainda está em fase inicial e pede conclusão do inquérito para análise mais ampla sobre os fatos

Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

 

O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, defendeu nesta quinta-feira (25) que o Supremo Tribunal Federal (STF) aguarde a conclusão do inquérito da Polícia Civil do Distrito Federal sobre a arma atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro  (PL), apreendida durante uma blitz, antes de avaliar possível “falta grave” no cumprimento da prisão domiciliar.

“Sugere-se que se aguarde a conclusão das investigações a fim de se permitir um juízo final e mais abrangente sobre os fatos”, afirmou Gonet no parecer encaminhado ao Supremo.

Segundo o procurador-geral, o caso ainda está em fase inicial de apuração e não há, neste momento, elementos que indiquem “a concretude de situação caracterizadora de falta disciplinar ou de descumprimento das condições de cautela a que o condenado está submetido”.

A manifestação foi feita por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do caso.

Com o parecer, a defesa de Bolsonaro terá prazo de 48 horas para se manifestar. Em seguida, Moraes deverá decidir se mantém ou revoga a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente.

O prazo inicial de 90 dias da medida se encerrou nesta quinta-feira (25), mas a restrição deve seguir válida até nova decisão da Corte.