ECONOMIA


Divisão dos óculos inteligentes da Meta acumula prejuízo de R$ 23,3 bilhões

Unidade responsável pelos óculos Ray-Ban inteligentes e dispositivos de realidade virtual segue operando no vermelho

Foto: Reprodução/Meta

 

A Meta registrou prejuízo de US$ 4,6 bilhões (cerca de R$ 23,3 bilhões) em sua divisão Reality Labs no segundo trimestre de 2026, segundo balanço financeiro divulgado pela empresa. A unidade, responsável pelo desenvolvimento dos óculos inteligentes Ray-Ban Meta e de dispositivos de realidade virtual e aumentada, ampliou ligeiramente as perdas em relação ao mesmo período do ano passado, quando o resultado negativo foi de US$ 4,5 bilhões.

Embora a receita da divisão tenha crescido 16,5% na comparação anual, passando de US$ 370 milhões para US$ 431 milhões, o avanço ainda não foi suficiente para compensar os elevados investimentos em pesquisa, desenvolvimento e fabricação de hardware. A estratégia da companhia é consolidar sua presença no mercado de computação espacial, mesmo com prejuízos no curto prazo.

No resultado consolidado, a Meta apresentou receita recorde de US$ 60,8 bilhões no trimestre, alta de 28% em relação a 2025. Apesar disso, o lucro líquido caiu 13,6%, para US$ 15,8 bilhões, enquanto o fluxo de caixa livre recuou 91%. Os custos da empresa também aumentaram, impulsionados por investimentos e pelo pagamento de indenizações decorrentes da demissão de cerca de 8 mil funcionários.

A companhia também ampliou os aportes em inteligência artificial, destinando US$ 31,08 bilhões à área no trimestre. Segundo o CEO Mark Zuckerberg, os investimentos melhoraram os algoritmos de recomendação do Instagram, aumentando o tempo de permanência e o engajamento dos usuários na plataforma.