POLÍTICA


Deputado acusa PT de tentar intimidar adversários: ‘Diz que defende a democracia, mas não perde a oportunidade de atacá-la’

Paulo Azi criticou decisão envolvendo Leandro de Jesus e ação contra o ex-prefeito de Jacobina, Tiago Dias

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

 

O deputado federal Paulo Azi (UB) criticou, nesta quinta-feira (30), episódios recentes envolvendo o PT na Bahia e afirmou que o partido tem recorrido ao Judiciário para intimidar adversários políticos e restringir direitos ligados à atividade parlamentar e à liberdade de manifestação.

As declarações foram dadas ao comentar a decisão judicial que impôs restrições à fiscalização realizada pelo deputado estadual Leandro de Jesus (PL) e a ação movida pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) contra o ex-prefeito de Jacobina, Tiago Dias, por causa de uma publicação nas redes sociais.

Segundo Azi, os dois casos representam um desrespeito às garantias democráticas. “É muito preocupante ver o PT recorrer a medidas que atingem pilares fundamentais da democracia. Imagine ter que agendar horário para fazer uma fiscalização. Um parlamentar tem o dever constitucional de fiscalizar os atos do Poder Executivo, assim como qualquer cidadão ou liderança política tem o direito de manifestar livremente suas posições políticas dentro dos limites da lei. O que estamos vendo é uma tentativa de constranger e intimidar quem pensa diferente”, afirmou.

O parlamentar também criticou o que classificou como uma postura contraditória do partido em relação à liberdade de expressão. “A democracia do PT parece funcionar apenas quando atende aos seus interesses. Quando alguém diverge ou faz oposição, a resposta é tentar calar, intimidar ou judicializar o debate político. Isso é extremamente grave. A verdade é que o PT diz que defende a democracia, mas não perde a oportunidade de atacá-la”, declarou.

Ao comentar o caso envolvendo o ex-prefeito de Jacobina, Paulo Azi afirmou que considera contraditória a reação da legenda diante da manifestação política de Tiago Dias.

“Chega a ser contraditório. Uma liderança política declara apoio ao presidente Lula para a Presidência da República e a ACM Neto para o Governo da Bahia e isso vira motivo de ação judicial. Quer dizer que nem o voto em Lula interessa quando a pessoa decide não seguir integralmente a cartilha do PT na Bahia? Parece que o partido quer impor aos cidadãos até em quem eles podem ou não votar”, criticou.