POLÍTICA


‘Absurda e ditatorial’, diz Leandro de Jesus após decisão judicial que impede fiscalizações de obras públicas do Estado

Processo cita episódios envolvendo o parlamentar, entre eles a entrada no canteiro de obras da Ponte Salvador-Itaparica

Foto: Assessoria Leandro de Jesus

 

O deputado estadual Leandro de Jesus (PL), em resposta à decisão do juiz Glauco Dainese de Campos, da 7ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, em ação movida pelo Estado, que o impede de fiscalizar obras públicas do Estado sob pena de multa de R$ 50 mil por cada ato praticado, afirmou que a mesma é “absurda e ditatorial” e que comprova que o Governo do Estado usa de perseguição política para calar opositores e de cercear o papel parlamentar de fiscalização do poder executivo.

“Uma decisão absurda, ditatorial, que só mostra que o governador Jerônimo Rodrigues, em conjunto com todo o seu grupo do PT, busca calar e perseguir a oposição, principalmente quem mostra à sociedade a quantidade de mentiras que eles promovem a cada dia. Me surpreende a Justiça punir um parlamentar que mostra uma irregularidade, mas isenta o Estado de culpa por abandono de obras públicas ou pela inauguração de instrumentos inacabados, como foi o caso do viaduto na BA-649, onde retirei a placa de inauguração por identificar que a obra estava inacabada”, disse Leandro.

O processo cita episódios envolvendo o parlamentar, entre eles a entrada no canteiro de obras da Ponte Salvador-Itaparica e a retirada de uma placa na BA-649. Segundo os autos, Leandro de Jesus teria acessado áreas operacionais sem equipamentos de proteção, acompanhado de assessores e seguranças privados, colocando em risco a segurança dos trabalhadores e o andamento das obras.

“A decisão não é só inédita, como fere o papel de um parlamentar. É um completo absurdo, mas que não será suficiente para nos calar. A reação do povo eles não irão calar, e todos na Bahia vão saber quem é o PT, quem é este partido que fala em enterrar opositores e que persegue quem mostra a verdade sobre esses vinte anos de gestão que colocaram o nosso estado nas piores posições possíveis em todos os setores da sociedade. Eles miraram em mim, mas acabaram atirando no próprio pé”, disse o parlamentar.