ECONOMIA


Confiança da indústria completa 19 meses em nível de pessimismo

Segundo CNI, cenário mantém empresários cautelosos e influencia decisões sobre produção, investimentos e contratação de funcionários

Foto: Rafael Martins/Gov-BA

 

A confiança da indústria brasileira segue em nível de pessimismo há 19 meses, segundo o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a entidade, o cenário mantém empresários cautelosos e influencia decisões sobre produção, investimentos e contratação de funcionários.

Segundo o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, a falta de confiança tende a adiar decisões estratégicas das empresas. A falta de confiança pontual faz com que os empresários sejam cautelosos e adiem decisões de aumento da produção, contratações ou investimentos”, afirmou.

“Quando esse cenário persiste por muito tempo e de forma intensa, as empresas podem reduzir a atividade ou interromper planos de expansão e de contratação”, acrescentou.

Na comparação com junho, o Icei avançou em 11 dos 29 setores industriais analisados. Apesar disso, nenhum deles alcançou os 50 pontos, nível que separa confiança de falta de confiança. Em outros 18 segmentos, o indicador recuou. Nos setores de produtos diversos e de impressão e reprodução, a queda levou o índice para abaixo dos 50 pontos, o que sinaliza perda de confiança dos empresários.

Regionalmente, o Centro-Oeste registrou alta de 0,7 ponto e chegou a 50,4 pontos, voltando ao campo da confiança. O Nordeste recuou 0,7 ponto, mas permaneceu acima da linha de 50 pontos, com 50,8.

No Norte, o índice avançou 2,7 pontos, para 48,6, reduzindo o pessimismo, embora ainda permaneça abaixo do nível de confiança. Já o Sudeste registrou queda de 0,9 ponto e atingiu 45,7 pontos. No Sul, o indicador ficou praticamente estável, em 45,7 pontos, mantendo o cenário de falta de confiança.

Entre os portes das empresas, pequenas e grandes indústrias apresentaram estabilidade, enquanto as médias registraram queda de um ponto, para 46,3. A pesquisa ouviu 1.656 empresas de 1º a 10 de julho, sendo 663 pequenas, 605 médias e 388 grandes.