ECONOMIA


Bahia reduz em 84% os gastos com inteligência na segurança pública, aponta anuário

Investimentos caíram de R$54,17 milhões para R$8,11 milhões entre 2024 e 2025, aponta o Anuário Brasileiro de Segurança Pública; estado ocupa a 15ª posição nacional no quesito

Os recursos aplicados pelo governo da Bahia em ações de informação e inteligência na segurança pública registraram uma queda de 84% entre 2024 e 2025, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026. As despesas no setor passaram de R$54,17 milhões para R$8,11 milhões, o que representa uma redução de R$46,06 milhões no período.

Com esse montante, a Bahia ocupa a 15ª colocação no ranking nacional de gastos voltados à inteligência policial. O valor investido pelo estado ficou abaixo do registrado em unidades federativas como São Paulo (R$1,29 bilhão), Paraná (R$1,27 bilhão) e Acre (R$416,5 milhões), além de Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pará, Minas Gerais, Roraima, Ceará, Sergipe, Goiás, Mato Grosso e Piauí.

O relatório do Anuário aponta ainda que a Bahia registrou o maior número absoluto de mortes violentas intencionais (MVI) do país em 2025, contabilizando 5.473 vítimas. O número representa 13,4% do total nacional da categoria, que engloba homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais.

Paralelamente, levantamento divulgado pelo Instituto Fogo Cruzado aponta que, em 2026, 40 agentes de segurança foram baleados em Salvador e na Região Metropolitana, resultando em 11 mortes e 29 feridos. Entre os episódios mais recentes registrados pela entidade está o caso do último sábado (25), quando dois policiais militares foram atingidos por disparos durante uma operação no bairro Nordeste de Amaralina, na capital baiana.