ECONOMIA


Bolsas dos EUA despencam e apagam R$2,3 trilhões no pior pregão da tecnologia desde 2020

Preocupação central envolve investimentos bilionários em infraestrutura de inteligência artificial

Foto: Reprodução/Freepik

 

O mercado de tecnologia dos Estados Unidos registrou uma queda nesta quinta-feira (5), com US$2,3 trilhões em valor de mercado eliminados em apenas um pregão. O Nasdaq 100 recuou 6,4%, registrando seu pior desempenho desde março de 2020, quando os primeiros impactos da pandemia de Covid-19 atingiram os mercados financeiros.

O pregão, ou sessão de negociação, é o período do dia em que a Bolsa de Valores fica aberta para a compra e venda de ações, títulos e outros ativos financeiros. A queda foi impulsionada pelo receio dos investidores de que a vitória dos democratas nas eleições legislativas americanas resulte em regras mais rígidas para a construção de data centers destinados à inteligência artificial.

Entre as maiores empresas de tecnologia, as chamadas Sete Magníficas, que incluem Nvidia, Meta, Alphabet e Microsoft, perderam aproximadamente US$800 bilhões em valor de mercado, quantia superior ao Produto Interno Bruto (PIB) da Suécia.

O movimento também atingiu outros índices de Wall Street. A Nasdaq caiu 5,52%, enquanto o S&P 500 recuou 4,35%, ambos com os piores resultados desde abril de 2025. O Dow Jones também encerrou o pregão em baixa, acompanhado pelo Bitcoin.

A preocupação central envolve os investimentos bilionários em infraestrutura de inteligência artificial. Durante as eleições, candidatos democratas defenderam restrições à instalação de novos centros de dados, enquanto eleitores de diversas cidades americanas aprovaram medidas para limitar esses empreendimentos.

Segundo Art Hogan, da B. Riley Wealth Management, qualquer incerteza sobre os investimentos em data centers provoca reações expressivas no mercado.

Já Michael O’Rourke, da JonesTrading, avalia que uma eventual desaceleração na expansão dessas estruturas poderá comprometer as projeções de lucro que sustentam as avaliações das empresas de tecnologia.

Diante das incertezas, investidores reduziram a exposição a ativos de risco, ampliando a pressão sobre as bolsas americanas.