ELEIÇÕES


‘Ele vai subir aquela rampa’, afirma Flávio Bolsonaro sobre o pai em caso de posse

Candidato do PL volta a afirmar que Jair, preso por 4 crimes, será solto; STF decidiu avaliar o caso após eleição

 

Foto: Redes Sociais/ Flávio Bolsonaro

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) declarou, nesta quarta-feira (7), que subirá com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a rampa do Palácio do Planalto para lhe entregar a faixa presidencial, caso vença a disputa de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A declaração ocorreu durante a primeira reunião do candidato com a bancada e os governadores eleitos pelo partido.

“Ele [Jair Bolsonaro] vai subir aquela rampa junto com a gente e vai colocar a faixa no filho dele”, disse Flávio Bolsonaro. Atualmente, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar devido à condenação no Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado por violência ou grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

O encontro nesta quarta-feira contou com a presença do presidente do partido, Valdemar Costa Neto. A legenda elegeu 121 deputados federais e 19 senadores, número que soma 28 parlamentares na Câmara Alta ao contabilizar os nomes no meio do mandato.

Em discurso aos aliados, Bolsonaro criticou as estratégias da campanha de Lula. “O Brasil realmente virou de verdade, mas a gente precisa dar continuidade a isso. Quem tem voto no Brasil é a gente. Não é artista, famosinho, não é influencer. É deputado, senador, governador”, afirmou.

Ao lado de Flávio, estava a madrasta dele, Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente e senadora eleita pelo Distrito Federal. Ela declarou que o desejo do marido é estar nas ruas.

“Não é engano para ninguém que, se a gente não estiver ao lado dele, ele é uma ameaça para ele mesmo. Ele [sozinho] não toma medicação, não se alimenta, não faz as atividades. Tive que conciliar [a campanha] com o cuidado com ele. Ele é um siri na lata. O anseio dele é estar nas ruas, é o que a gente faz, é o que nos move”, relatou Michelle Bolsonaro.

A respeito da situação judicial do ex-presidente, o ministro do STF Kassio Nunes Marques informou que prevê avaliar o pedido de soltura apenas após o segundo turno. O gabinete do magistrado indicou que uma análise anterior ao fim da eleição representaria interferência no processo eleitoral, em decisão divulgada pela Folha na segunda-feira (5).