ELEIÇÕES


Lula cobra Flávio Bolsonaro sobre escala 6×1: ‘Quero saber como vai votar’

Proposta estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, divididas em cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial

Foto: Reprodução/CNN

 

Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição, cobrou um posicionamento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu adversário no segundo turno, sobre o fim da escala de trabalho 6×1.

Na gravação, Lula questionou como Bolsonaro pretende se posicionar e vai orientar o PL sobre a proposta.”Eu quero saber como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu quero saber como é que ele vai orientar o PL para votar”, questionou.

A publicação ocorre no mesmo dia em que o presidente divulgou outro vídeo, no qual convocou apoiadores a irem às ruas e conversarem com eleitores para tentar vencer o segundo turno.

No novo vídeo, Lula voltou a defender a proposta como uma medida necessária para melhorar a qualidade de vida da classe trabalhadora brasileira.

“Por que nós queremos que o trabalhador fique dois dias em casa? Para ele descansar mais, para ele poder viver mais com a família, para passear com os filhos, para visitar os parentes, para ele poder ter um pouco de lazer na sua vida”, defendeu.

O gestor afirmou ainda que a discussão da proposta permitirá aos eleitores conhecer a posição dos políticos sobre o tema. “Agora chegou a hora do povo saber a verdade. Quem é quem nesse país”, afirmou.

Nesta terça (6), Lula já havia voltado a defender o fim da escala 6×1 e afirmado que queria ver a redução da jornada “sair do papel”. Na ocasião, o petista disse que Flávio Bolsonaro é contra a mudança.

“Flávio Bolsonaro é contra. Para ele, quem trabalhar menos tem que ganhar menos. Queria ver ele explicar para uma mãe de família qual conta ela deixa de pagar para poder descansar. A comida? A luz? O aluguel? Quem vive de salário sabe que isso não é escolha”, afirmou.

O plenário do Senado começou a discutir a PEC nesta terça. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), indicou que a primeira votação pode ocorrer na próxima semana. O texto já foi aprovado pela Câmara e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Agora, precisa passar por dois turnos de votação no plenário do Senado.

Entre os governistas, a estratégia é tentar aprovar a proposta antes do segundo turno e expor o posicionamento de integrantes da oposição sobre a medida. Já senadores aliados de Flávio Bolsonaro tentam evitar a votação dessa PEC e defendem que uma proposta alternativa seja analisada.