ELEIÇÕES


Eduardo Paes diz fazer campanha, mas afirma não ser vassalo do presidente

Ex-prefeito do Rio afirma que queixas atribuídas ao presidente são feitas por 'intrigueiros'

Foto: Ricardo Stuckert/PR

 

O candidato a governador do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou nesta quarta-feira (7) que fará campanha para o presidente Lula (PT) no segundo turno, mas que não é um vassalo ou empregado do petista.

A declaração foi feita em resposta à reportagem da Folha que mostrou as queixas do presidente feita a aliados em relação ao empenho do candidato em apoiá-lo no Rio de Janeiro na disputa presidencial.

“Eu tenho muita gratidão ao presidente Lula, voto no presidente Lula, faço campanha para o presidente Lula. Agora, tem pessoas que votam em mim que não fazem campanha, que não votam no presidente Lula. Eu já disse: eu não sou do PT, eu não penso tudo igual ao Lula, eu não sou um vassalo do Lula”, disse Paes em agenda de campanha na Rocinha, zona sul do Rio de Janeiro.

O ex-prefeito disse negou mal-estar estar com Lula e diz ter telefonado para o presidente. “Eu falei ontem à noite com o presidente Lula. Tem intrigueiro, tem ciúme. Eu também queria que todo mundo que votou no Lula votasse em mim. Teve gente que votou no [vereador Willian] Siri, teve gente que votou no cara do PCO, e eu não estou dando crise”, afirmou.

Na noite de segunda (5), Lula reclamou da falta de apoio de Paes à sua candidatura. A queixa foi feita um dia depois de o petista terminar o primeiro turno das eleições presidenciais atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Ao ser questionado sobre as razões do resultado pior de Lula no Rio de Janeiro em relação às eleições de 2022, Paes fez críticas à articulação política do petista no estado fluminense.