ELEIÇÕES


Flávio Bolsonaro promete integrar Brasil a aliança de segurança de Donald Trump

Senador citou intenção de aderir ao Escudo das Américas em conversa com o presidente da Colômbia.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quarta-feira (7), que planeja incluir o Brasil no Escudo das Américas, caso seja eleito. A iniciativa é uma cooperação de segurança liderada por Donald Trump com aliados na América Latina.

A fala ocorreu durante entrevista com o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, e foi publicada ano perfil do irmão do candidato, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Na gravação, o parlamentar defendeu o alinhamento com a aliança de cooperação liderada pelos Estados Unidos. “Eu vou com muita vontade e muita honra querer fazer parte também do Escudo das Américas, para fazer uma cooperação com a Colômbia e com outros os demais países que queiram se unir para combater essas facções narcoterroristas”, disse.

O senador também citou a intenção de endurecer regras e trocar dados de inteligência entre os governos. “[Traficantes] estão muito preocupados com a minha eleição e têm que ficar mesmo, porque vou implementar um regime muito duro aqui no Brasil e vou precisar muito conversar com o senhor para termos esse intercâmbio de informações: quando um criminosos da Colômbia estiver no Brasil será um grande prazer para mim como Presidente da República prendê-lo e entregá-lo ao senhor, assim como eu quero que o senhor entregue os bandidos brasileiros”, afirmou.

A equipe de campanha do candidato confirma o objetivo e ingressar na iniciativa, da qual o país ficou fora na gestão de Luís Inácio Lula da Silva (PT). Aliados como o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o comentarista Paulo Figueiredo tratam a adesão como certa e alinhada com o governo norte-americano.

A proposta busca reforçar a atuação nas fronteiras no combate às organizações Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC). O candidato reforçou que pretende enquadrar esses grupos na lei brasileira como organizações terroristas.

Em maio, Flávio viajou para Washington ao lado de seu irmão e de Paulo Figueiredo para se reunir com Donald Trump e autoridades norte-americanas. Poucos dias após a reunião, o governo dos EUA classificou formalmente o PCC e o CV como grupos terroristas.

Em setembro, à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova York, integrantes do bloco assinaram uma nota conjunta sobre o tema. O documento reúne Argentina, Bolívia, Colômbia, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.

O Departamento de Estado dos EUA não respondeu aos pedidos de comentário sobre a possível entrada do Brasil no grupo. Na reunião em Nova York, Trump destacou que o apoio de sua gestão garantiu a vitória de aliados regionais nas urnas.

Na publicação feita pelo irmão, Flávio afirmou que “se Deus quiser, teremos maioria no Congresso brasileiro”, sugerindo que a reunião foi realizada antes do pleito do último domingo (4).