ELEIÇÕES


Após vídeo de Michelle, aliados de Flávio reforçam defesa de vice mulher

Dirigentes do PL avaliam que escolha pode reduzir desgaste junto ao eleitorado feminino; definição do nome ainda está em aberto

Foto: Reprodução/Redes sociais

 

Aliados do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), passaram a reforçar nos bastidores a defesa de que sua chapa tenha uma mulher como candidata a vice-presidente. O movimento ganhou força após a divulgação de um vídeo em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou ter sido humilhada pelo parlamentar.

Dirigentes do PL afirmam, inclusive, que já estaria definido que a vice de Flávio na disputa pelo Palácio do Planalto será uma mulher. A discussão agora se concentraria apenas na escolha do nome. As informações são do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles.

A avaliação dentro da legenda é de que a definição de uma vice mulher poderia funcionar como uma forma de amenizar os efeitos das críticas feitas por Michelle, que, segundo aliados, têm potencial para prejudicar ainda mais o desempenho de Flávio junto ao eleitorado feminino.

Entre os nomes mais cotados estão a senadora Tereza Cristina, as deputadas Simone Marquetto, Clarissa Tércio e Bia Kicis, citada pelo próprio Flávio como uma possível opção para compor a chapa.

“A vice será uma mulher, isso já está definido. Resta saber quem será”, afirmou, sob reserva, um integrante da campanha do senador.

Entenda a divergência com Michelle

Na quarta-feira (25), poucas horas antes da partida entre Brasil e Escócia pela Copa do Mundo, Michelle divulgou um vídeo em que criticou Flávio Bolsonaro por uma conversa telefônica ocorrida após divergências sobre o apoio do PL do Ceará ao ex-ministro e pré-candidato ao governo estadual Ciro Gomes.

“Voltando ao Flávio. Telefonei para ele, tentei algumas vezes, mas ele não atendeu. Algumas horas depois da postagem, ele retornou a ligação. Mas, sinceramente, para falar o que ele me falou, seria melhor se ele não tivesse ligado. Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele”, afirmou a ex-primeira-dama.

Segundo Michelle, o senador disse que ela não compreendia o funcionamento da política e que, por esse motivo, deveria se manter afastada das decisões partidárias e da pré-campanha presidencial.

“Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. E então eu me recolhi. Fiquei na minha e assim permaneço”, declarou.