BAHIA


Psicoterapeuta alvo de operação por abuso sexual nega acusações e se diz inocente: ‘Nunca pratiquei assédio’

Jordan Campos usou as redes sociais para se pronunciar do caso nesta quarta-feira (27)

Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

O psicoterapeuta Jordan Campos se pronunciou nas redes sociais nesta quarta-feira (27), um dia após ser alvo da Operação Catarse, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). Em nota publicada no Instagram, ele negou as acusações de abuso, assédio e exploração psicológica feitas por pacientes e ex-alunas.

“Preciso iniciar dizendo com clareza que sou totalmente inocente das acusações que vêm sendo feitas. Nunca pratiquei assédio, abuso ou qualquer forma de exploração contra quem quer que seja. Na verdade, eu sempre lutei exatamente contra esse tipo de situação”, afirmou.

Jordan também declarou que parte das denúncias já havia sido apresentada anteriormente e que, à época, houve uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), arquivada por falta de provas.

Segundo o terapeuta, a atual apuração estaria relacionada a disputas patrimoniais envolvendo relações contratuais e societárias discutidas anteriormente na Justiça. Ele afirmou ainda que houve entendimento policial anterior pela ausência de elementos que configurassem estelionato.

Na publicação, Jordan destacou que atua há mais de 20 anos na área de desenvolvimento humano, com trabalhos voltados para consultas, cursos, palestras e livros.

A Operação Catarse foi deflagrada nessa terça-feira (26) pelo MP-BA. Conforme revelado pelo Metro1, a investigação aponta que o psicoterapeuta teria utilizado sua posição de autoridade para criar relações de dependência psicológica com vítimas, principalmente mulheres em situação de fragilidade emocional.

Os relatos reunidos pela investigação incluem acusações de manipulação, coerção psicológica, assédio sexual e exploração patrimonial. De acordo com o Ministério Público, as denúncias teriam surgido a partir de atendimentos terapêuticos, cursos e mentorias conduzidos por Jordan Campos, que possui mais de 430 mil seguidores nas redes sociais.

Confira nota na íntegra

Desde ontem meu nome passou a circular de forma muito intensa na mídia e nas redes sociais em razão de uma investigação que se tornou pública após o cumprimento de medidas judiciais.

Eu sou Jordan Campos, terapeuta, professor, escritor, casado há 14 anos e pai de 4 filhos. E preciso iniciar dizendo com clareza que sou totalmente inocente das acusações que vêm sendo feitas. Nunca pratiquei assédio, abuso ou qualquer forma de exploração contra quem quer que seja. Na verdade, eu sempre lutei exatamente contra esse tipo de situação.

Parte dessas acusações já havia surgido anos atrás envolvendo algumas das mesmas pessoas mencionadas agora. Na época, houve investigação no Ministério Público do Trabalho durante meses, e aquele procedimento acabou arquivado por ausência de provas relacionadas às acusações apresentadas naquele momento. A diferença é que naquela época não houve essa repercussão pública e midiática que estamos vendo agora.

A atual investigação também envolve uma questão patrimonial ligada a uma relação contratual e societária que já vinha sendo discutida nas instâncias próprias. Inclusive, houve apuração anterior sobre esse tema, com entendimento policial no sentido da ausência de elementos de estelionato naquele contexto analisado.

O papel do Ministério Público é investigar. O papel das autoridades é cumprir determinações judiciais. E é importante lembrar que estamos diante de uma investigação, não de uma condenação.

Há mais de 20 anos eu cuido de pessoas. Construí minha trajetória através de consultas, aulas, eventos, livros e projetos humanos, sempre de forma pública, aberta e diante de milhares de pessoas que acompanham minha caminhada há muitos anos.

Repito com absoluta tranquilidade: jamais pratiquei os atos que estão sendo atribuídos a mim.

Neste momento estou com dificuldade de acesso à minha conta oficial do Instagram porque meus dispositivos eletrônicos foram apreendidos e ainda estou resolvendo a questão da autenticação e recuperação de acesso.

Por orientação jurídica e por respeito ao próprio processo, que corre sob sigilo, não entrarei em detalhes sobre os fatos neste momento.

Jordan Campos