POLÍTICA


PF indicia suplente de Alcolumbre por suspeita de fraude em licitações

Empresário Breno Chaves Pinto (União Brasil-AP) é investigado por suposto esquema de desvios no Dnit e teria sacado R$ 350 mil em espécie, segundo a Polícia Federal

Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

A Polícia Federal indiciou o suplente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), o empresário Breno Chaves Pinto (União Brasil-AP), por suspeita de fraudes em licitações e desvios de recursos em contratos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Amapá.

De acordo com a corporação, Breno faria parte de uma organização suspeita de direcionar contratos públicos no estado. Ele foi flagrado por agentes deixando uma agência bancária após sacar R$ 350 mil em espécie.

Breno foi indiciado pelos crimes de associação criminosa, tráfico de influência e corrupção ativa. Atualmente, o processo está em tramitação na 4ª Vara Federal em Macapá, capital do Amapá.

Por meio de uma nota enviada ao jornal O Globo, Alcolumbre afirmou que “não possui qualquer relação com a atuação empresarial de seu suplente”.

A PF também indicou o atual superintendente regional do Dnit no Amapá, Marcello Linhares, pelos crimes de associação criminosa, violação de sigilo funcional e fraude à licitação.

A Polícia Federal teve acesso a mensagens trocadas entre Linhares e Breno, onde eles falam sobre obras, contratos e pedidos de liberação de verbas.

Em um momento, o superintendente regional do Dnit pede que o suplente procure Alcolumbre para pressionar o governo pela liberação de recursos.

“Solicita a Breno que fale com o senador Davi Alcolumbre para postar uma foto e para ‘dar uma pressão no governo para liberar nossos empenhos’”, diz trecho da investigação.

Sobre esse trecho, o presidente do Senado disse que “responde apenas pelos próprios atos”.