POLÍTICA


PF cita Bruno Reis, Jerônimo, ACM Neto, Rui e Wagner em lista de vinhos de ex-sócio de Vorcaro

Conversas entre Augusto Lima e secretária mencionam envio de rótulos de até R$ 5,3 mil a políticos baianos; nenhum dos citados se manifestou

Fotos: Eduardo Costa/MundoBA e Eriksson Araújo/PT

 

A Polícia Federal revelou uma conversa em que Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, organiza o envio de vinhos de até R$ 5,3 mil a políticos da Bahia como presentes de Natal.

Veja os nomes citados:

  • Bruno Reis (União Brasil), prefeito de Salvador;
  • Rui Costa (PT), ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado
  • Jaques Wagner (PT), senador e pré-candidato a reeleição;
  • ACM Neto (União Brasil), ex-prefeito de Salvador e candidato a governador da Bahia;
  • Jerônimo Rodrigues (PT); governador e candidato à reeleição.

De acordo com a PF, as conversas ocorreram pelo WhatsApp entre Lima e sua secretária, em dezembro de 2024.

Em entrevista à rádio Baiana FM na manhã desta sexta-feira (31), Jaques Wagner reafirmou ser inocente e voltou a negar envolvimento com o escândalo do Master. Ele, no entanto, evitou falar sobre os supostos presentes recebidos de Augusto Lima, dentre os quais vinhos de até R$ 5.300.

Investigado pela PF sob suspeita atuar a favor do banco de Vorcaro, o senador disse que o inquérito serve para “afastar a culpa”. Os demais citados ainda não se manifestaram.

“A título meramente ilustrativo dessa dinâmica de poder exercida por Augusto Ferreira Lima, notadamente sobre agentes políticos do Estado da Bahia, colaciona-se excerto de conversa mantida entre ele e Andrezza, sua secretária. Na referida conversa, Andrezza encaminha a Augusto Ferreira Lima uma lista intitulada ‘Lembranças de Final do Ano’, contendo diversos nomes de figuras relevantes da política baiana, tais como Bruno Reis, Jaques Wagner, Rui Costa, ACM Neto, Rueda e Jerônimo Rodrigues”, diz a PF.

Mesmo com a citação, a corporação não indica quais políticos efetivamente receberam os vinhos.

“Embora os valores envolvidos sejam relativamente modestos quando comparados às cifras relacionadas às fraudes já descortinadas no âmbito desta Operação da Polícia Federal, é certo que tais condutas podem caracterizar a concessão de vantagens em razão da função pública, uma vez que todos os destinatários elencados ocupam ou ocuparam cargos relevantes na esfera política do Estado da Bahia”, afirma a PF.