POLÍTICA


Lula diz que Lulinha terá que provar inocência e descarta qualquer privilégio em investigação da PF

Presidente afirma que não usará o cargo para proteger o filho e diz que, se houver culpa, ele "vai ter que pagar o que todo mundo paga quando erra"

Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Reprodução/Redes Sociais

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na quinta-feira (30) que o seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, terá que provar a sua inocência após a Polícia Federal iniciar uma investigação contra ele.

Em entrevista ao podcast “Inteligência Ltda.”, o petista afirmou que não irá usar do seu cargo para proteger Lulinha.

“Quando eu vejo essas barbaridades faladas contra o meu filho, se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa, como eu seria tratado. Não haverá nenhum privilégio. Eu jamais pedirei para um delegado, um juiz, não fazer as coisas corretas”, afirmou.

A PF irá apurar se Lulinha cometeu crime perante o Ministério da Saúde no processo de autorização de comercialização de cannabis medicinal.

Lula disse que o apoio ao filho será condicionado à conduta dele durante as investigações.

“Se ele estiver certo, ele vai ter ajuda minha; se fizer coisa errada, ele sabe o que eu passei. Não vão usar meu cargo para proteger. Ele vai ter que comprovar que é inocente, como eu provei, vai ter que provar. E se for culpado, vai ter que pagar o que todo mundo paga quando erra”, disse.

“Ele jura para mim todo dia. Se for julgado, ele virá para cá, não vai ficar escondido não”, declarou.