POLÍTICA


Nordeste lidera renovação da base de Lula no Congresso 

Bancada aliada terá 41 deputados estreantes e participação feminina de 38%; região concentra parte importante das mudanças para a próxima legislatura 

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O Nordeste terá papel importante na renovação da bancada de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso Nacional. Um levantamento publicado pelo UOL neste sábado (7) aponta que a região concentra parte significativa dos novos nomes eleitos para integrar a base governista a partir de fevereiro de 2027. 

Ao todo, os partidos aliados de Lula elegeram 124 deputados federais. Desse grupo, 41 chegam pela primeira vez à Câmara, enquanto 75 foram reeleitos e outros oito retornam à Casa após já terem exercido mandato. 

A participação feminina também chama atenção. Entre os 124 parlamentares eleitos pela aliança, 47 são mulheres, o equivalente a 38% da bancada. 

Entre os novos nomes está Jones Manoel (PSOL-PE), historiador que recebeu 249.077 votos e conquistou uma das vagas de Pernambuco. No Ceará, o PT manteve três cadeiras, todas ocupadas por novos representantes. 

A renovação também inclui nomes conhecidos da política nacional. As ex-ministras Nísia Trindade, da Saúde, e Anielle Franco, da Igualdade Racial, foram eleitas pelo PT do Rio de Janeiro. Já Sônia Guajajara (PSOL-SP), que comandou o Ministério dos Povos Indígenas, conseguiu a reeleição. 

Nordeste também ganha espaço no Senado 

A presença nordestina também se destaca na composição do Senado. Dos 11 senadores eleitos por partidos aliados de Lula nas 54 vagas em disputa, nove são da região. 

Entre os nomes estão Jaques Wagner e Rui Costa, pela Bahia; Humberto Costa, por Pernambuco; Rogério Carvalho, por Sergipe; Samanda de Lula, pelo Rio Grande do Norte; Cid Gomes, pelo Ceará; João Azevêdo, pela Paraíba; Marília Arraes, por Pernambuco; e Luizianne Lins, pelo Ceará. 

Apesar da renovação, a bancada governista ainda terá desafios para aprovar propostas. Os partidos da aliança elegeram 124 dos 513 deputados federais, número inferior aos 257 votos necessários para aprovar um projeto de lei complementar e aos 308 exigidos para uma proposta de emenda à Constituição. 

Com isso, o governo deverá buscar acordos com outras legendas para construir maioria no Legislativo.