POLÍTICA


Justiça mantém prisão de ex-prefeito de Belford Roxo após audiência de custódia

Márcio Canella teve prisão em flagrante convertida em preventiva após PF localizar um fuzil de uso restrito em um de seus veículos

Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

A Justiça manteve, nesta quarta-feira (9), a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), durante audiência de custódia. Preso em flagrante pela Polícia Federal por porte ilegal de arma de fogo, ele teve a detenção convertida em prisão preventiva e permanecerá no Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Canella foi preso após agentes da Polícia Federal encontrarem um fuzil calibre .556, de uso restrito, dentro de um de seus veículos durante o cumprimento de mandados da 6ª fase da Operação Unha e Carne.

Segundo as investigações, o ex-prefeito, que foi o deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro nas eleições de 2022, é apontado como braço político de uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do estado. De acordo com relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) enviado à PF, o grupo teria movimentado cerca de R$ 7,6 bilhões em seis anos.

A investigação também cita o delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Marcus Amim, como integrante da organização. Ele e Canella foram alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos na última terça-feira (8).

A Operação Unha e Carne foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em empresas e imóveis ligados aos investigados nas cidades de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende.

Durante a ação, a Polícia Federal apreendeu cerca de R$ 919 mil e US$ 13 mil em espécie, um fuzil de calibre restrito, nove armas curtas, sete computadores, 23 celulares, 11 veículos de luxo, além de joias, relógios e documentos. Além de Márcio Canella, um policial militar também foi preso após ser encontrado com uma pistola na residência de um dos investigados, em Camboinhas, em Niterói.