POLÍTICA


Boulos afirma que Alcolumbre faz ‘catimba’ para travar PEC do fim da escala 6×1

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência disse que o presidente do Senado "está brincando com fogo" ao retardar a tramitação da proposta

Fotos: Diego Campos/PR e Andressa Anholete/Agência Senado

 

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (Psol), disse nesta terça-feira (30) que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), estaria fazendo “catimba” com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a Escala 6×1.

O termo é utilizado no futebol para se referir ao ato de deixar a partida mais lenta.

“Está tendo muita catimba, né? Agora, o presidente do Senado precisa lembrar que existe o contra-ataque. No futebol, quando você fica muito ali na defesa, na catimba, pode perder a bola no meio-campo e ter contra-ataque”, afirmou Boulos em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, do canal Gov.br.

O ministro disse ainda não existe justificativa para a demora da votação do projeto.

“Não tem justificativa para um mês […] uma pauta que interessa ao povo brasileiro, uma pauta aprovada por mais de 70% da população brasileira, ela estar parada numa gaveta, ao que parece por motivos menores por interesses menores”, disse.

Ainda de acordo com Boulos, o presidente do Senado vem errando na forma de conduzir a tramitação da PEC.

“Eu acho que o presidente do Senado está errando e está errando feio. Mais que isso, ele está brincando com fogo. Porque, quando ele deixa uma pauta como essa parada na gaveta, sem nenhuma justificativa. Não tem uma justificativa de mérito, política, de qualquer ordem. Parece que isso é do jogo do Executivo com o Legislativo. É do jogo da disputa partidária. E o trabalhador brasileiro não pode ficar refém de interesses menores, nesse caso”, disse.

Expectativa para votação

Ao MundoBA, o ex-líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), disse esperar que a PEC do fim da escala 6×1 seja votada no plenário antes do recesso parlamentar, cujo início é em 17 de julho.

“Se a Comissão de Constituição e Justiça, eu acredito que essa semana [a PEC comece a tramitar], que é uma semana, querendo ou não mais curta, porque tem o Dois de julho e hoje o jogo do Brasil. É possível que o presidente da comissão, que é o senador Otto Alencar, ele possa começar. Porque, no Senado, é diferente da Câmara. No Senado não, vai para a CCJ, Comissão de Constituição e Justiça, e de lá vai direto para o plenário. Se a gente quiser, quer dizer, eu quero. Mas, se os senadores quiserem passar sebo nas canelas, dá para votar antes do recesso, que é dia 17 de julho”, disse o senador na última segunda-feira (29).