POLÍTICA


Travada por Alcolumbre, PEC sobre fim da 6×1 pode ser votada antes do recesso, diz Wagner

Agora ex-líder do governo, petista diz que texto deva começar a andar se senadores passarem "sebo nas canelas”

Foto: Vitor Pereira/MundoBA

 

O agora ex-líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), afirmou nesta segunda-feira (29) esperar que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala 6×1 seja votada no plenário antes do recesso parlamentar, cujo início é em 17 de julho. A matéria está travada devido a condições impostas pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a exemplo da incorporação de parte da proposta da oposição que permite o pagamento do trabalho por hora, por meio de acordos individuais da empresa diretamente com o empregado.

“Se a Comissão de Constituição e Justiça, eu acredito que essa semana [a PEC comece a tramitar], que é uma semana, querendo ou não mais curta, porque tem o Dois de julho e hoje o jogo do Brasil. É possível que o presidente da comissão, que é o senador Otto Alencar, ele possa começar. Porque, no Senado, é diferente da Câmara. No Senado não, vai para a CCJ, Comissão de Constituição e Justiça, e de lá vai direto para o plenário. Se a gente quiser, quer dizer, eu quero. Mas, se os senadores quiserem passar sebo nas canelas, dá para votar antes do recesso, que é dia 17 de julho”, disse o senador ao MundoBA.

Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, outra alteração defendida por Alcolumbre seria manter a escala 6×1 (de seis dias de trabalho com um de folga) para algumas atividades, como serviços. Para essa supressão ocorrer, afirmou Alcolumbre num jantar com empresários, é preciso que o setor produtivo convença a população de que a proibição da escala prejudicará a economia, com aumento dos preços, o que daria conforto para os senadores contrariarem o governo.

Se a PEC for realmente alterada pelo Senado, o texto precisará passar por uma nova rodada de votações na Câmara, cronograma que dificilmente será cumprido a tempo de que a proposta passe a valer antes da eleição de outubro –as duas folgas semanais remuneradas e a redução da jornada de trabalho de 44 para 42 horas começarão 60 dias após a promulgação, segundo versão aprovada pelos deputados.

 

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