IGAPORÃ


Cidade baiana é alvo de investigação do MPF por contrato suspeito com escritório de advocacia

O contrato prevê o pagamento de honorários advocatícios com parte dos benefícios dos precatórios do Fundef

Foto: Reprodução

 

A Prefeitura de Igaporã, no sudoeste da Bahia, virou alvo de uma investigação do Ministério Público Federal (MPF) por conta de uma manobra considerada ilegal. O inquérito foi instaurado após um contrato feito entre a gestão municipal e o escritório de advocacia Guimarães Advogados Associados, que envolve verbas precatórias do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).

O documento prevê o pagamento equivalente de 17% sobre os benefícios proporcionados estimados em 5% a serem pagos nas ações de recuperação de créditos do Fundef como forma de honorários advocatícios.

O procurador Robert Rigobert Lucht foi o responsável por instaurar o inquérito e destacou que o Supremo Tribunal Federal (STF) já emitiu parecer pela ilegalidade desse tipo de acordo.

“É inconstitucional o emprego de verbas do FUNDEF/FUNDEB para pagamento de honorários advocatícios contratuais”, diz um trecho. No entanto, a Suprema Corte entende que “é possível utilização dos juros de mora inseridos na condenação relativa a repasses de verba do Fundef, para pagamento de honorários advocatícios contratuais.”

O MPF deu um prazo de 15 dias para que a gestão do prefeito Neto Cotrim (PT) envie a documentação que informe se as verbas precatórias do Fundef foram utilizadas no pagamento dos serviços prestados pelo escritório de advocacia.