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Governo dos EUA critica condenação de Eduardo Bolsonaro e fala em ‘perseguição’

Departamento de Estado afirma que decisão do STF faz parte de um padrão de “lawfare”

Foto: Joyce N. Boghosian/Casa Branca

 

O governo dos Estados Unidos se manifestou nesta quinta-feira (18) em defesa do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo relacionado à trama golpista. Em nota atribuída a um porta-voz do Departamento de Estado, a administração do presidente Donald Trump classificou a sentença como parte de um suposto padrão de “perseguição” e “guerra jurídica” contra a oposição política no Brasil.

Segundo o comunicado, debates políticos deveriam ser resolvidos por meio de eleições democráticas, e não por condenações judiciais. A manifestação ocorre dois dias após a Primeira Turma do STF condenar Eduardo Bolsonaro por atuar junto a autoridades norte-americanas em busca de sanções contra ministros da Corte e medidas de pressão internacional relacionadas ao julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A posição dos Estados Unidos amplia a tensão diplomática entre Brasília e Washington. Na quarta-feira (17), durante a cúpula do G7, Donald Trump já havia criticado a situação política brasileira e mencionado a condenação de Eduardo Bolsonaro, chegando a confundi-lo com o senador Flávio Bolsonaro. Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Trump deve respeitar a soberania brasileira e não interferir no processo eleitoral do país.

A condenação de Eduardo Bolsonaro reforça um embate que se arrasta desde 2025, quando investigações apontaram que o ex-deputado buscava apoio do governo americano para pressionar integrantes do STF. O caso também se soma a outros episódios de atrito entre autoridades brasileiras e integrantes da administração Trump, envolvendo acusações de interferência em assuntos internos do Brasil.