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Israel divulga mapa de área ocupada no Líbano e desafia acordo de paz firmado entre EUA e Irã

Governo israelense sinaliza intenção de manter tropas em faixa de segurança no sul libanês, apesar de entendimento que prevê respeito à soberania do país

Foto: Forças de Defesa de Israel / Assessoria

 

Israel voltou a gerar tensão no Oriente Médio ao divulgar, nesta quinta-feira (18), um mapa indicando a manutenção de uma área ocupada por suas tropas no sul do Líbano. A publicação ocorreu um dia após o acordo firmado entre Estados Unidos e Irã, que prevê o fim dos confrontos em diferentes frentes da região.

Segundo as Forças de Defesa de Israel, a chamada “zona de segurança” se estende por cerca de 10 quilômetros dentro do território libanês e tem como objetivo impedir ataques do grupo Hezbollah contra comunidades no norte israelense. O Exército afirmou que continuará atuando na região para eliminar ameaças e reforçar a defesa da fronteira.

A divulgação do mapa ocorre após novos ataques israelenses no sul do Líbano, movimento que foi interpretado como um desafio ao entendimento mediado pelos Estados Unidos. O acordo prevê o encerramento das hostilidades e o respeito à integridade territorial e à soberania do Líbano.

De acordo com autoridades israelenses ouvidas pela agência Reuters, o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu mantém negociações com os Estados Unidos para garantir a permanência das tropas na área ocupada. As mesmas fontes classificaram as conversas como difíceis e indicaram que Israel não pretende recuar de sua posição.

Nos últimos dias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrou insatisfação com a postura israelense e chegou a admitir divergências com Netanyahu sobre a condução das operações militares na região.