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El Niño pode provocar 857,4 mil mortes adicionais no mundo até março de 2027, estima estudo

Fenômeno climático já teria causado 484,5 mil óbitos extras entre junho e setembro de 2026

Foto: Sentinel-6 Michael Freilich/NASA/NOAA

 

O fenômeno climático El Niño pode provocar 857,4 mil mortes adicionais em todo o mundo até março de 2027, segundo um estudo do Climate Impact Lab, painel ligado à Universidade de Chicago. No Brasil, a estimativa é de 19,5 mil óbitos extras nos próximos seis meses, em decorrência dos efeitos do calor acima da média.

De acordo com os pesquisadores, entre junho e setembro de 2026, o chamado Super El Niño já teria provocado 484,5 mil mortes adicionais no mundo. Para os próximos seis meses, a projeção é de mais 372,9 mil óbitos, com destaque para Índia e Nigéria.

A Índia deve registrar outras 55 mil mortes até março, chegando a 160 mil no acumulado desde junho. Já a Nigéria tem a maior estimativa de vítimas adicionais para os próximos seis meses: 56,1 mil. Com isso, o total no país africano pode alcançar 69,7 mil mortes.

O estudo considera como mortes adicionais aquelas que ultrapassariam o número esperado para o mesmo período em condições climáticas consideradas normais. Para chegar às estimativas, os pesquisadores comparam as projeções com as médias de mortalidade registradas entre 1996 e 2025. Portanto, os números representam projeções, e não uma contagem de óbitos já confirmados.

Impactos no Brasil

O Brasil aparece em quarto lugar entre os países com maior estimativa de mortes adicionais relacionadas ao fenômeno. A projeção é de 26,7 mil óbitos até março de 2026, dos quais 19,5 mil devem ocorrer nos próximos seis meses.

Entre os estados brasileiros, o Pará deve concentrar o maior número de mortes, com estimativa de 3,8 mil até março. Na sequência aparecem Maranhão, com 2,8 mil; Amazonas, com 2,2 mil; e Bahia, com 2,1 mil.

A Universidade de Chicago alerta que a mortalidade no Brasil deve permanecer acima da média a cada mês durante o período analisado.