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Imprensa internacional destaca vitória histórica de Lula: ‘O estadista mais influente da América Latina’

Jornais dos Estados Unidos, Europa e América Latina repercutiram a reeleição do petista e apontaram os desafios para o novo mandato

Foto: Ricardo Stuckert

 

A imprensa internacional repercutiu nesta segunda-feira (26) a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que venceu Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das Eleições 2026. Veículos de diferentes países classificaram o resultado como histórico, destacaram a derrota da direita e analisaram os desafios que o presidente enfrentará no novo mandato.

Nos Estados Unidos, o The New York Times definiu Lula como “o estadista mais influente da América Latina” e avaliou que o resultado das urnas conteve o avanço conservador na região. Para o jornal, “a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pôs fim a uma série de vitórias conservadoras na América Latina”.

Na Alemanha, o Die Zeit estampou a manchete “Lula triunfa. Mas o clã Bolsonaro não desiste”. O veículo afirmou que Flávio Bolsonaro “queria destruir a democracia” e considerou que a vitória do petista mostrou que “é possível derrotar a extrema direita”. Já o Süddeutsche Zeitung destacou a atuação do canal no WhatsApp “Exército do Lula”, apontando a ferramenta como um fator que teria contribuído para o triunfo do presidente.

Na França, o Le Monde acompanhou a apuração brasileira em tempo real e destacou que Lula conquistou milhões de votos a mais para garantir seu quarto mandato. O jornal classificou o novo período de governo como “complicado”, diante da composição do Congresso Nacional. Segundo a publicação, “o presidente reeleito terá de fazer concessões à direita, mas também levar em conta as demandas da mobilização popular que garantiu sua reeleição”.

Na Argentina, o Clarín dedicou uma editoria específica às eleições brasileiras. Ao abordar o resultado, o jornal ressaltou que “Bolsonaro não reconheceu a derrota e antecipou que pedirá a anulação das eleições”. A cobertura também apontou um “forte impacto nos mercados”, com a desvalorização do real e a queda nas ações do Mercado Livre, empresa argentina de tecnologia.

No Reino Unido, o The Guardian classificou o quarto mandato de Lula como “histórico” e descreveu a mudança no cenário eleitoral como uma reviravolta “sem precedentes”, que representou uma “derrota para o negacionismo”.

Na Rússia, o Sputnik definiu a virada de Lula sobre Flávio Bolsonaro como “dramática” e ressaltou que nenhum outro candidato à Presidência na história brasileira havia conseguido reverter uma desvantagem no primeiro turno e vencer a eleição. Apesar do resultado, o veículo avaliou que “Lula agora enfrenta o desafio de governar ao lado do que tem sido descrito como o Congresso mais conservador da história do Brasil”.