JUSTIÇA


STJ avança nas apurações contra Buzzi, acusado de importunação sexual

Comissão de sindicância aberta no STJ para apurar denúncias de duas mulheres se reúne dia 11 e ouvirá cerca de 20 testemunhas

Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) entrará numa nova etapa de apuração em processo que analisa denúncias de importunação sexual contra o ministro afastado Marco Buzzi. No dia 11 de junho, a comissão de sindicância aberta na Corte vai se reunir para ouvir as duas vítimas denunciantes e cerca de 20 testemunhas de defesa e de acusação. A informação é da coluna de Manoela Alcântara, do portal Metrópoles.

Buzzi está afastado desde 10 de fevereiro e é investigado pela comissão após ser acusado por uma jovem de 18 anos. Depois da primeira denúncia, uma servidora também afirmou ser vítima de crime sexual cometido pelo ministro. Ele também é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) e de investigação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

No STJ, além dos ministros que atuam na comissão, uma desembargadora federal trabalha no caso e vai participar da coleta dos depoimentos, que vão subsidiar o posicionamento dos ministros após o fim da investigação.

Buzzi, após o afastamento pelas acusações de importunação sexual, teve “penduricalhos” cortados em seu contracheque referente ao mês de abril. A remuneração líquida do magistrado passou de mais de R$ 100 mil, nos meses anteriores, para R$ 35 mil.

Buzzi foi afastado do tribunal em 10 de fevereiro, mas continuou recebendo rendimentos superiores a R$ 100 mil nos meses de março e abril.

Cortes de penduricalhos

Os cortes nas gratificações do ministro ocorrem de acordo com resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que veda o pagamento dos adicionais para magistrados afastados.

A principal diferença está nas “indenizações”, que saíram de R$ 66 mil e R$ 71 mil nos anos anteriores para R$ 645,25.

Estas indenizações são referentes a auxílio-alimentação, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, auxílio-saúde, auxílio-natalidade, auxílio-moradia e ajuda de custo, além de outras parcelas desta natureza, segundo o STJ.