JUSTIÇA


Ministério Público de São Paulo pede prisão preventiva do rapper Oruam

Artista também é considerado foragido em investigação que tramita no Rio de Janeiro

Foto: Reprodução/Instagram

 

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu a prisão preventiva do rapper Oruam em uma investigação relacionada a disparo de arma de fogo durante uma festa realizada em dezembro de 2024, na cidade de Igaratá, no interior paulista. O pedido foi apresentado à Justiça pelo promotor Alan Carlos Reis Silva no último dia 5 de maio e ainda aguarda decisão.

Segundo a investigação, o artista teria efetuado um disparo de espingarda em meio a várias pessoas durante o evento. O episódio foi filmado e publicado nas redes sociais. No pedido de prisão, o Ministério Público afirma que Oruam é alvo de outras investigações, incluindo apurações sobre lavagem de dinheiro e suposta ligação com o Comando Vermelho.

O rapper também é considerado foragido da Justiça do Rio de Janeiro após a revogação de um habeas corpus e o restabelecimento da prisão preventiva por descumprimento de medidas cautelares, entre elas regras relacionadas ao uso de tornozeleira eletrônica.

No Rio, Oruam responde por duas tentativas de homicídio qualificado após um episódio ocorrido em julho de 2025, durante uma operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes na residência do artista, no Joá, zona oeste da capital fluminense. De acordo com a denúncia, ele e outro acusado teriam arremessado pedras contra policiais civis durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.

Além disso, o cantor também foi incluído, no fim de abril, na lista de procurados em uma operação da Polícia Civil que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho. A ação também teve como alvos familiares do artista.