JUSTIÇA


Mendonça aguarda parecer da PGR para decidir se Vorcaro será transferido para presídio comum

PF rejeitou segunda proposta de delação do ex-banqueiro

Foto: Gustavo Moreno/STF

 

O ministro do STF, André Mendonça, aguarda manifestação da PGR para decidir o destino de Daniel Vorcaro. Preso preventivamente desde março, o ex-controlador do Banco Master poderá ser transferido para um presídio comum após a Polícia Federal rejeitar sua segunda proposta de delação premiada.

Atualmente, Vorcaro está detido na Superintendência Regional da Polícia Federal, em Brasília. Com a nova rejeição da colaboração, a corporação passou a defender sua remoção para o sistema prisional comum.

A equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet, ainda analisa se aceitará ou não a proposta apresentada pela defesa. A manifestação pode ocorrer a qualquer momento.

Segundo a CNN Brasil, a falta de informações inéditas foi o principal motivo para a PF rejeitar a colaboração. A permanência de Vorcaro na carceragem da Polícia Federal, por isso, tornou-se mais difícil.

O ex-banqueiro está preso desde 19 de março no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes no sistema bancário.

As negociações para um acordo de colaboração começaram ainda em março, quando Vorcaro assinou um termo de confidencialidade e recebeu autorização para se reunir diariamente com advogados para elaborar a primeira proposta de delação.

A versão inicial foi rejeitada pela Polícia Federal em 20 de maio. Na ocasião, porém, a PGR entendeu que havia elementos que justificavam o aprofundamento das investigações e autorizou a continuidade das tratativas.

Após a primeira recusa, Vorcaro trocou sua equipe de defesa e reformulou a proposta. O novo material incluiu anexos adicionais e detalhou o uso de influência política para viabilizar acordos bilionários envolvendo fundos de previdência estaduais e investimentos relacionados ao Banco Master.

Caso a PGR também rejeite a colaboração, Vorcaro seguirá respondendo às investigações sem os benefícios previstos em acordos de delação. Nessa hipótese, a defesa já indicou que pretende solicitar a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar ou monitoramento por tornozeleira eletrônica.