ELEIÇÕES


Em entrevista, Flávio Bolsonaro celebra reencontro com o pai e afirma que afastamento foi sem ‘amparo legal’

Decisão do ministro Alexandre de Moraes acolhe parecer da PGR e libera visitas regulares em meio à reta final da campanha de segundo turno

Foto: Redes Sociais/ Flávio Bolsonaro

​O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) celebrou, em entrevista concedida ao g1 nesta segunda-feira (12), a decisão judicial que permitiu o seu reencontro com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Ao comentar a liberação concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o parlamentar afirmou que o afastamento a que foi submetido ocorreu sem amparo legal, além de classificá-lo como uma injustiça.

​A autorização dada pelo ministro Alexandre de Moraes acolheu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) por constatar que não havia novos fatos que justificassem a manutenção da proibição. O impedimento vigorava desde junho, quando Moraes suspendeu os encontros após a divulgação de uma carta escrita por Jair Bolsonaro, considerada pelo magistrado uma violação das regras da prisão domiciliar.

​A determinação estabelece regras para a retomada das visitas na manhã da próxima terça-feira (13): fica proibida qualquer finalidade político-eleitoral nos encontros, bem como a divulgação de declarações ou manifestos do ex-presidente por meio de terceiros.

​”Fiquei muito feliz que bem no dia de Nossa Senhora Aparecida, é bem o dia em que estou autorizado a voltar a visitar o meu pai”, afirmou o candidato ao g1. “Hoje é feriado e não é possível fazer visita. Pela decisão dele, voltam as visitas regulares, não apenas como advogado, mas também como filho. Então, na terça-feira, amanhã, na parte da manhã, eu vou visitá-lo”, completou o parlamentar.

​O anúncio ocorreu após o candidato acompanhar uma missa na Catedral Metropolitana de Brasília em comemoração ao dia de Nossa Senhora Aparecida. Flávio Bolsonaro esteve na cerimônia acompanhado da esposa, Fernanda, e do candidato a vice na chapa, Alfredo Gaspar (União).

​A celebração foi ministrada pelo padre Agenor Vieira, e a imagem da padroeira do Brasil foi levada ao altar pela deputada federal Simone Marquetto (MDB-). O ato reuniu parlamentares e aliados da campanha, incluindo a deputada federal Bia Kicis (PL), o senador Izalci Lucas (PL) e Daniella Marques, coordenadora do plano de governo na área econômica.

​O candidato avaliou viajar ao Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, mas optou por permanecer em Brasília para evitar controvérsias na reta final do segundo turno. Em setembro, a campanha do senador desmentiu uma notícia falsa divulgada nas redes sociais, a qual afirmava que ele pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil caso fosse eleito.

​A liberação restabelece o convívio familiar sob supervisão judicial no cenário atual da disputa eleitoral.