ELEIÇÕES


Jerônimo diz que Kassio agiu para boicotar campanha ao derrubar canal ‘Exército do Lula’

Governador classificou como "fora do normal" censura imposta pelo presidente do TSE a pedido de Flávio Bolsonaro (PL)

Foto: Ricardo Stcukert

 

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou nesta segunda-feira (12) que o o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitora), Kássio Nunes, agiu para boicotar a campanha do presidente Lula ao suspender o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, comandado pelo deputado André Janones e criado para mobilizar e orientar eleitores durante o segundo turno.

A decisão de Nunes foi tomada no fim da manhã de domingo (11), após pedido de advogados do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), mas acabou derrubada horas depois pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral eleitoral do TSE.

Em conversa com jornalistas durante visita às obras do VLT, Jerônimo classificou a censura imposta por Nunes como um “fora do normal”. “A Justiça, que tem que organizar as manifestações, toma decisão para boicotar um movimento legal. Ali não tinha fake, era um grupo de WhatsApp. Já estava batendo quase 4 milhões de seguidores. Inclusive eu estava lá. Eu estou lá. Estou seguindo o grupo”, declarou.

O governador defendeu a soberania dos brasileiros. “Nós temos que cuidar, para que não venha intervenção de fora do país, que não venha dos Estados Unidos, que não venha da China, de lugar nenhum. Nem para lá nem para outro. O povo brasileiro é soberano, para escolher quem quer governar este país. Felizmente, um juiz derrubou aquela decisão, e a gente pode ver a democracia reinar. Desde que não exista fake, mentiras ou deteriorar a imagem de alguém, os movimentos, inclusive nas redes sociais, têm que ser autônomos”, afirmou.