ECONOMIA


Em abril, vendas do varejo baiano recuaram 1,5%

Recuo das vendas no sazonal pode estar relacionado aos efeitos da inflação

Foto: Jean Vagner/SEI

 

As vendas do comércio varejista baiano recuaram 1,5% em abril de 2026, frente ao mês imediatamente anterior, acompanhando a taxa do cenário nacional (-1,5%). Na comparação com igual mês de 2025, as vendas na Bahia foram positivas, mas moderadas (0,6%), movimento de expansão que se repete pelo décimo terceiro mês consecutivo.

Na comparação com o país (1,0%), o resultado do varejo baiano foi inferior. No acumulado dos últimos 12 meses, a Bahia e o Brasil registraram crescimento de 3,6% e 1,5%, respectivamente.

Esses dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC/IBGE), analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.

O recuo das vendas no sazonal pode estar relacionado aos efeitos da inflação. Nesse mês, os grupos que mais influenciaram nos preços foram Alimentos (1,01%) e Habitação (1,50%). No caso da alimentação, houve alívio no aumento dos preços, considerando que no mês anterior este segmento havia exercido forte influência.

No comparativo com o ano anterior, o crescimento das vendas pode ser atribuído ao consumo das famílias, principalmente em bens essenciais, favorecido pelo mercado de trabalho relativamente aquecido e de ganhos reais de renda, a despeito da manutenção das taxas de juros em patamar elevado restringirem as compras a prazo.

Na análise das atividades, observa-se que o aumento verificado nas vendas na comparação ao ano de 2025 foi resultado do comportamento prioritariamente dos segmentos de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, seguido por Móveis e eletrodomésticos.

Dentre as contribuições negativas, na comparação mensal, destaca-se o comportamento de Combustíveis e lubrificantes e Outros artigos de uso pessoal e doméstico, por conta dos impactos da guerra no Oriente Médio, e da influência dos feriados de abril, Semana Santa e Tiradentes, que alteraram o calendário de compras.

No comércio varejista ampliado, que inclui o varejo restrito e mais as atividades de Veículos, motocicletas, partes e peças, materiais de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, as vendas recuaram 1,8%, em relação ao mês imediatamente anterior. Na comparação com igual mês do ano de 2025, o crescimento foi 1,3%, resultado que levou ao aumento de 2,4% no acumulado dos últimos 12 meses.

Ainda em relação ao ano passado, observou-se que o indicador no ampliado foi influenciado positivamente pelo comportamento das vendas no restrito, mas também pela atividade de Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (8,5%), seguido por Veículos, motocicletas, partes e peças (3,0%). Materiais de construção recuaram suas vendas em 8,6%

Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo foi influenciado pelo comportamento dos preços e pelo estímulo das compras de produtos voltados para a comemoração da Semana Santa. Vendas de veículos, motocicletas, partes e peças foram influenciados, em abril, pelas vendas de veículos automotores, que alcançaram a taxa de 17,2%, segundo dados da FENABRAVE.