ECONOMIA


Arrecadação federal atinge R$266,8 bilhões em maio e bate novo recorde

Desempenho foi impulsionado por aumento das receitas ligadas ao petróleo, atividade econômica e mudanças na tributação

Foto: José Cruz/Agência Brasil

 

A arrecadação federal no mês de maio chegou a R$266,8 bilhões, o que representa alta real de 10,7% em relação a maio de 2025. Os dados foram divulgados pela Receita Federal nesta quinta-feira (25).

No acumulado do ano, a arrecadação somou R$1,3 trilhão, alta real de 6,4%. É o melhor desempenho desde 2000, tanto para o mês de maio quanto para o período acumulado.

A arrecadação com IOF somou R$41,823 bilhões, com crescimento real de 38,77%. O resultado foi influenciado por alterações legislativas implementadas em junho de 2025.

O IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e a CSLL totalizaram R$36,7 bilhões, com alta real de 33,11%. Já o IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física) somou R$31,162 bilhões, avanço de 16,64%.

O desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento das receitas ligadas ao petróleo, pela atividade econômica e por mudanças na tributação adotadas nos últimos anos.

Segundo a Receita Federal, a valorização do petróleo no mercado internacional teve impacto direto sobre as contas públicas. A alta dos preços da commodity, associada ao cenário de tensão no Oriente Médio, elevou receitas com royalties, exploração e tributação sobre exportações.

Somente em maio, o imposto de exportação sobre petróleo arrecadou R$1,05 bilhão. As receitas não administradas pela Receita, que incluem royalties e compensações financeiras pela exploração de recursos naturais, cresceram R$4,1 bilhões.

Além do setor de petróleo, o resultado foi influenciado pelo aumento da contribuição previdenciária, do Programa de Integração Social (PIS) da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), do IOF, do IRPJ e da CSLL. Em maio, IRPJ e CSLL somaram R$36,7 bilhões, com crescimento real de 33,11% em relação ao mesmo mês do ano passado.

A arrecadação também reflete medidas adotadas pelo governo nos últimos anos, como alterações na tributação de fundos exclusivos, offshores (empresas de investimento no exterior), redução de incentivos fiscais estaduais, combustíveis, encomendas internacionais, folha de pagamentos, apostas eletrônicas e juros sobre capital próprio.