ECONOMIA


Ação Magalu cai em 50% no ano e registra maior baixa do Ibovespa

Companhia teve prejuízo líquido ajustado de R$33,9 milhões, revertendo lucro de R$11,2 milhões observado no mesmo período do ano passado

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As ações do Magazine Luiza (MGLU3) acumulam queda de 49,37% em 2026, até então. Desde o lançamento dos resultados do primeiro trimestre deste ano, os papéis da companhia sofrem com fortes quedas. Apenas em junho, as ações recuaram 24,23%, aprofundando ainda mais a queda mensal no mês anterior.

A companhia teve prejuízo líquido ajustado de R$33,9 milhões, revertendo lucro de R$11,2 milhões observado no mesmo período do ano passado.

Para Teles Barros, líder de renda variável da W1 Capital, os juros altos tiveram um peso relevante sobre a dívida da companhia. “Devido ao aumento da Selic, em que chegamos a ter uma taxa de 15%, o lucro líquido acabou de certa forma sendo corroído”, explica o analista.

Segundo Barros, mesmo com a operação razoavelmente bem, como a dívida da empresa era grande, na medida em que os juros aumentam, a dívida tende a ficar ainda mais pesada sobre o resultado.

Além disso, as ações do varejo estiveram entre os ativos mais fragilizados da Bolsa brasileira em 2026. De acordo com Rodrigo Paz, o movimento foi um reflexo da predominância do fluxo vendedor e da dificuldade de retomada mais consistente do movimento comprador.

A competição acirrada no e-commerce foi um dos grandes desafios do Magazine Luiza ao longo do primeiro trimestre. No período, o segmento chegou a ter um recuo superior a 10% em volume, tanto em vendas próprias quanto em market place.

Em entrevista ao InfoMoney durante o lançamento do balanço do 1º tri, Lucas Ozório, gerente de Relações com Investidores do Magazine Luiza, explicou que esse movimento se deu devido aos tickets baixos vendidos por outras plataformas.

As vendas totais, incluindo lojas físicas, e-commerce com estoque próprio e marketplace totalizaram R$15,2 bilhões, uma queda de 5,6% em relação ao ano anterior.

De acordo com Ozório, a sazonalidade, que afetou fortemente o primeiro trimestre do ano, tradicionalmente não se apresenta nos trimestres seguintes. A expectativa para o restante do ano é de números melhores. Em especial, com o aumento de consumo esperado provocado pela Copa do Mundo. A expectativa do Magazine Luiza é de que o evento aumente a venda de televisores, com alta também em itens domésticos como churrasqueiras e frigobares.