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PF aponta que Vorcaro oferecia até R$ 2 milhões a influenciadores para defender Master e criticar BC

Investigação indica que publicitário recrutava influenciadores e jornalistas para campanha favorável ao banco e contra o Banco Central

Foto: Assessoria/Banco Master

 

Investigadores da Polícia Federal (PF) afirmam que o banqueiro Daniel Vorcaro estruturou uma rede de influenciadores e comunicadores para defender o Banco Master e questionar a atuação do Banco Central (BC).

Segundo a corporação, as propostas para produção de conteúdos favoráveis ao banco e críticos ao BC chegavam a R$ 2 milhões. As informações são da colunista Manoela Alcântara, do portal Metrópoles.

As informações constam em decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou, nesta quinta-feira (9), uma operação de busca e apreensão contra o publicitário Thiago Miranda.

De acordo com a investigação, Miranda seria responsável por recrutar influenciadores digitais e jornalistas para uma estratégia de comunicação voltada à divulgação de conteúdos positivos sobre o Banco Master e negativos sobre o Banco Central.

A PF afirma ter encontrado um acordo de confidencialidade relacionado ao chamado “Projeto DV”, que previa sigilo sobre reuniões, conversas, mensagens e materiais vinculados à campanha, inclusive antes da formalização de eventuais contratos.

Os investigadores apontam que os pagamentos eram intermediados por Miranda com recursos provenientes da Super Empreendimentos e Participações, empresa ligada a Vorcaro e ao cunhado dele, Fabiano Zettel.

Plano de gestão de crise

Em depoimento prestado à PF antes da operação, Thiago Miranda afirmou ter apresentado a Vorcaro um projeto de “reestruturação de imagem e gerenciamento de crise” após a primeira soltura do banqueiro, em novembro do ano passado.

Segundo o publicitário, o plano previa a produção de conteúdos relacionados à prisão de Vorcaro e às investigações envolvendo o Banco Master. Ele também declarou que a estratégia foi elaborada em parceria com uma agência de comunicação.

Defesa nega irregularidades

Em nota, a defesa de Thiago Miranda negou qualquer prática ilegal e afirmou que o publicitário sempre atuou dentro dos limites da lei.

O advogado Rafael Martins declarou que a existência de uma investigação não autoriza conclusões antecipadas sobre culpa e ressaltou que Miranda permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.