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PGR pede ‘preservação imediata’ de dados de publicitário alvo da Operação Compliance Zero

Solicitação inclui arquivos em nuvem, metadados e registros de acesso de Thiago Miranda

Foto: Reprodução/Redes sociais

 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a “preservação imediata dos dados vinculados” ao publicitário Thiago Miranda, alvo da 10ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (9) pela Polícia Federal.

No pedido encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PGR afirma que, em relação aos aparelhos eletrônicos eventualmente apreendidos, a medida cautelar busca evitar “o perecimento, a adulteração ou a supressão de evidências digitais” e resguardar o acesso a registros telemáticos. O órgão requer ainda a preservação imediata dos dados vinculados ao investigado, “inclusive aqueles armazenados em serviços de computação em nuvem”.

“Deve-se impedir a exclusão, a alteração ou a migração de arquivos, preservando-se, também, os respectivos metadados, registros de acesso, endereços de IP e históricos de sincronização. Mostra-se pertinente, ainda, a autorização para acesso forense às contas e aos ambientes virtuais associados ao investigado, com extração técnica do conteúdo armazenado e observância da cadeia de custódia, assegurando a integridade, autenticidade e rastreabilidade dos dados coletados”, continua.

A nova fase da Operação Compliance Zero investiga a atuação de uma suposta organização criminosa relacionada ao Banco Master. Segundo as investigações, o grupo seria responsável por intimidar jornalistas, monitorar ilegalmente pessoas ligadas a autoridades públicas, obter informações sigilosas de forma indevida e adotar medidas para interferir em investigações criminais.

A operação foi autorizada pelo ministro do STF, André Mendonça, que determinou o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em Brasília. Conforme a apuração, as ordens judiciais tiveram como alvo endereços ligados a Thiago Miranda.

De acordo com o ministro, os investigadores também apontam que Daniel Vorcaro teria utilizado recursos provenientes de fraudes de um banco liquidado para financiar uma campanha de desinformação na mídia.