BAHIA


MPBA investiga manifestações xenofóbicas registradas após eleições

Força-tarefa começou a preservar provas digitais e identificar autores de publicações feitas após o resultado do primeiro turno

Foto: Assessoria/ MPBA

 

O Ministério Público da Bahia (MPBA) iniciou, na terça-feira (6), a apuração de possíveis manifestações criminosas de xenofobia registradas após a divulgação do resultado do primeiro turno das eleições.

Uma força-tarefa formada por órgãos especializados do MPBA já trabalha na coleta e preservação de provas digitais, além da identificação dos responsáveis pelas publicações. O grupo também poderá solicitar a plataformas e provedores a preservação de dados que possam contribuir para as investigações.

Segundo o promotor de Justiça Adalto Araújo, coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça Criminais (Caocrim), a rapidez na preservação dos conteúdos é necessária porque publicações podem ser alteradas ou apagadas.

“O objetivo é realizar um trabalho técnico de preservação e coleta de provas para subsidiar a atuação da Promotoria de Justiça que analisará cada situação. Com o apoio do Nucciber, estamos reunindo elementos que permitam identificar autores, preservar conteúdos e fornecer o suporte necessário para a adoção das medidas cabíveis”, afirmou.

Os casos serão analisados individualmente pelas Promotorias de Justiça competentes. O MPBA também afirmou que manifestações ofensivas contra grupos podem configurar infrações penais.

O coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos Humanos (Caodh), promotor Rogério Queiroz, afirmou que o Ministério Público repudia manifestações xenofóbicas e destacou que divergências políticas não justificam discursos de ódio ou discriminação.

A força-tarefa informou que já iniciou o levantamento dos conteúdos publicados e seguirá trabalhando na identificação dos perfis e responsáveis pelas postagens.